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"Quem realmente são os anciãos?"

 

 

CAUSO 4

Hoje gostaria de narrar-vos o quarto capítulo de nossa série. Tenho certeza que as aventuras românticas e peripécias de nossos queridos anciãos estão causando perplexidade e indignação. Porém, no Causo a seguir, vamos dar uma pausa nessa "pornochanchada evangélica" e contar a história de um ancião do bem. Ele não era exótico, arrogante ou cínico. Era uma pessoa verdadeira. Porém, fraquejou e experimentou a revolta do sistema. Estava difícil em pensar num nome para ele. Então, pegando carona na criatividade das experiências da Torre, resolvi batizá-lo de Jim* (*alguns nomes foram mudados). Apelar pra Jim sempre resolve a nossa falta de inspiração e nos ajuda a complementar o raciocínio. Esse relato é pobre em comédia. Espero não decepcioná-los com a monotonia do texto. Trago procedimentos internos que, em nada, segue o padrão de justiça divina. Jim foi o responsável por uma decisão que alavancou minha carreira.

DEVOLVA MEU REAL!

Era uma vez um coordenador de anciãos chamado Jim. (Era uma vez mesmo ele foi exonerado do cargo!) Um serhumaninho maravilhoso e com aptidão para trabalhar com pessoas. Jim não gostava de fofocas e nem de punições. Em sua monarquia, tivemos uma triplicação no número de anciãos. E os servos ministeriais davam em árvores, aos bocados. Existia uma congregação com 170 publicadores e apenas 3 anciãos e 4 servos ministeriais. Um dos anciãos ficou doente abrindo uma lacuna na congregação. Era impossível promover algum servo. Eram limitados. A congregação estava correndo o risco de falir. As testemunhas de Jeová sentem a necessidade de serem lideradas. Ficam doidinhas na ausência de um comandante do barco. Precisam do líder lobo de sua alcatéia. Tendo em vista a necessidade, Jim colocou-se a disposição. Ele e sua família deixaram sua congregação e vieram para cá, para a Macedônia.

Empossado como coordenador, Jim assumiu o cetro da congregação. E tratou de arrumar a bagaça. Cuidou dos assuntos judicativos pendentes, treinou os varões... Em fim, promoveu mais vagas de emprego que os programas sociais do governo. Em dois anos de governo, tinha-se 9 anciãos e 14 servos ministeriais. Jim era flexível, não era exigente. Não esperava demais dos irmãos e de suas famílias. Facilitou e passou por alto alguns desvios de personalidade. Jim acreditava nas pessoas. E esse foi seu erro. Deu poder a pessoas ambiciosas e despreparadas. Acreditava no curso profissionalizante da organização e no treinamento que viria dos céus. Jim conseguiu a aprovação para que uma nova congregação fosse formada e proporcionou a multiplicação do rebanho. Esse Jim era retado! E nova congregação surgiu! Porém, Jim mal sabia que tinha ficado no lado podre.

Alguns meses depois, os homens que foram nomeados por indicação de Jim estavam querendo sua cadeira de coordenador. Esse posto dentro da congregação é ambicionado por muitos. E, para ocupar tal posição, alguns colocam seus instintos mais mesquinhos à tona na busca do poder. Jim estava lascado. Ele cruzava o extremo da cidade de uma ponta à outra para apoiar essa congregação. Envolvia muitos custos. Tinha filhos adolescentes. E trabalhava humildemente como operário. Mas sua renda pessoal não estava mais sendo suficiente. Suas despesas não cessavam. Aos poucos, foi achegando-se ao SPC SERASA. Essa situação aflitante perturbava a mente de Jim. E, como ele tinha a chave da geladeira da congregação, caiu na desgraça da tentação. Como coordenador, Jim administrava o dinheiro congregacional, cartão corporativo e senhas para transação bankline. Normalmente, eram os servos das contas que faziam toda a logística operacional. Porém, Jim pediu para fazer os depósitos. Mas... atenção! Do valor do recibo para o que era realmente depositado... Xiii! Tinha uma diferença! Nosso amado irmão estava fazendo um consignado com o caixa da congregação. Ele retia parte dos donativos e usava como parte das necessidades locais - isto é - as "necessidades locais" de sua própria casa. Mas, lembre-se: era apenas um empréstimo consignado - não um desvio de verbas como igualmente temos nas prefeituras. Dois ou três meses depois, Jim fazia a restituição, sem acréscimo de juros. Simplificando: ela usava o dinheiro do salão e depois colocava no lugar. Isso se tornou frequente e durou cerca de um ano e meio.

Mas aconteceu que Jim estava com dificuldade na reposição. O servo das contas ficou calado. O ancião secretário que chamaremos de Temer percebeu essa movimentação e perguntou ao irmão das contas o que estava acontecendo. Ingênuo, o irmão das contas denunciou o esquema ilícito de Jim. Eis a grande oportunidade de Temer ferrar com Jim e assumir seu posto. Que malandro! Esse secretário comeu à mesa de Jim e, se não fosse por Ele, nunca seria ancião. Temer devia a sua posição de ancião ao nobre Jim. Infelizmente, não estava nem aí para isso. Afinal, pimenta no c* (3,1416) é refresco! Apos juntar todos os anciãos do corpo expôs seu grande trunfo. Tinha o senado de anciãos todo de seu lado. Bastava o supremo tribunal do superintendente dar o aval. E fizeram isso. Exatamente assim. Levaram o assunto para o mestre dos mestres que ficou chocado com o sistema de corrupção de Jim. Mas a metodologia adotada pelo viajante deixou Temer confuso e decepcionado. O viajante disse que não era para tratar do caso de Jim e nem contar nada a ele. O assunto seria resolvido na próxima visita que ele faria a congregação no prazo de três meses. O secretário Temer ficou frustrado! Como assim? O superintendente não confiava na capacidade dele de cuidar do caso? Pois é... Apesar de ousado, Temer era recém designado e não sabia nada de nada. Nunca havia sequer participado de uma comissão. O superintendente estava com segundas intenções. Ele tinha um homem de confiança. Um puxa saco do circuito. Ele iria transferir esse Pela-Saco como infiltrado para congregação de Jim. A mando do vianjante, Pela-Saco mudou-se para congregação para auditar as contas e assumiu o posto de secretário no lugar de TemerJim, inocente, recebeu Pela-Saco de braços abertos e até refeições proporcionou para essa raposa. Jim exercia a função de coordenador ainda, mas, mal sabia ele que sua situação era temporária. Temer, que cobiçava a presidência, foi dirigir a sala B. O agente secreto da KGB, Pela-Saco, não parava de auditar as contas e de gerar planilhas. Fez o colorido mapa do dinheiro desviado. E fud* (3,1416) com Jim em um relatório parcialmente maquiado. Os números só exibiam os saques. Nada sobre os reembolsos aos cofres da união da Torre de Vigia. Passou-se um tempo e metade de um tempo e o grande dia chegou. Era a hora da visita do superintende!

PARA A FORNALHA COM ELE!: Era noite. Após a dispensa dos servos ministeriais, o superintendente deu início a consideração dos assuntos da pauta com os anciãos. Um tema deixava Jim tenso, muito tenso. O último assunto era "contas da congregação". Munido de um megafone, o viajante contou a Jim que a casa dele caiu! Ele havia sido descoberto! Fez o gesto de gatuno com as mãos. Disse que todos do corpo de anciãos sabiam de seus saques aos donativos das ovelhas do corpo governante. Perguntou a Jim como ele tinha coragem de roubar os irmãos de Cristo. O viajante permitiu a palavra ao Pela-Saco que revelou que nosso querido ancião havia desviado em quatro anos, desde a época de antes da divisão da congregação, um valor de quase dez mil reais! Perguntaram a Jim o que ele havia feito com o dinheiro, quem estava no esquema e se ele poderia dar nomes e fazer uma delação premiada. Jim encolheu-se na cadeira. Disse que usava o dinheiro e colocava no lugar. Embora não tivesse registrado o quanto pegou da congregação, disse que o valor anunciado pelo Pela-Saco estava superfaturado. Explicou que foi somente nos últimos meses que não conseguiu quitar o “emprestimo involutário” e que faria isso assim que possível. Todos os anciãos rasgaram as próprias vestes e se cobriram de serrapilheira e diziam com alta voz: “Blasfêmia!” “Mentira!” “Ladrão!” “Deputado!”. Eram palavras foram entoadas repetidas vezes naquela sala. Cuspiram-no. E deram tapas em seu rosto. Homens em quem Jim confiava caíram sem dó em cima dele devastando-o e o deixando-o nu. Sem pena, colocaram Jim no colo um do outro e se revezaram por toda a noite. O supremo senhor, o viajante, anunciou a sentença: Jim estava proibido de comprar balas durante o cântico do meio da reunião. Ah... e também foi exonerado do cargo de ancião, sem direito a recorrer. Além disso, Jim deveria devolver a importância de dez mil reais aos tesouros da união ou seria denunciado para a polícia no dia seguinte por fraude e estelionato! (O que!? Quer dizer que pode chamar a polícia, é? Se sumir um real da conta da Torre a polícia deve ser acionada? E aquela história que irmão não pode ser levado ao tribunal? E o que dizer das crianças vítimas de abuso? Não podemos denunciar um pedófilo às autoridade... mas isso pode né, Arnaldo?) Precisamos dar uma pausa nesse relato. Isso é revoltante demais! - Por favor, leiam o apêndice desse conto no fim do artigo.

Como Jim faria para restituir essa fortuna? Ele não teve nem a oportunidade de pedir uma revisão nas contas ou mostrar os extratos de seus depósitos... Mas aceitou a proposta. Acusado de ser um estelionatário do reino de Deus e também responder legalmente a isso era algo que ele não estava preparado. Então, Jim desfez-se de alguns bens e fez um donativo no caixa da congregação no valor de sua dívida. Uma doação que realmente veio no tempo apropriado! Naquele mês, após a transferência para a conta da Associação, o escritório mandou efetuar uma compra especial para a família de betel. Segundo alguns irmãos de plantão, inesperadamente, um caminhão de Nutella descarregava no pátio da filial e abastecia o refeitório. Foi uma alegria vívida e ímpar para aqueles trabalhadores abnegados. Como era paradisíaco ver seus lábios marronzados envolvidos com aquela pasta maravilhosa de avelã! Mas isso não foi privilégio para todos... Naaaão... Apenas alguns escolhidos poderiam provar e desfrutar dessa iguaria. Distribui-se uma carta convite informando os pré-selecionados para essa nutrição especial.

Jim não tinha direito de apelar da decisão. Decidiram suas restrições e o mandaram pastar. Foi anunciada na congregação a remoção de Jim. Ele não foi a reunião. Mas sua esposa estava presente para o anúncio. Muitos foram aos prantos! Outros foram cumprimentar com lágrimas nos olhos a esposa de Jim. Agarravam-na e diziam que ela deveria perseverar. Mas, ficou a incógnita na cabeça dos irmãos pois a circunstância da desqualificação ficou guardada a sete chaves. Adultério? Problemas financeiros? Pedofilia? Fraude ao IR? Será que Jim virou gay? A esposa de Jim indagou de seu marido o que teria acontecido, Ele explicou que foi uma tal de “improbidade administrativa”. A senhora Jim perguntou se essa biscate chamada improbidade era aquela fulana que o ligava pedindo para fazer hora extra no trabalho. Jim depois de dias voltou a sorrir e disse que foi por causa daquela maleta de vales que ele guardava no guarda roupa.

Temer e seus golpistas deram um tiro no pé. Pela-Saco adorou a congregação. E, por incentivo do superintende, resolveu mudar-se de vez para a congregação. Eles vivem o inferno astral. PelaSaco removeu diversos servos ministeriais. Colocou os anciãos de castigo. Só ele sobe na tribuna. Mandou todos estudarem e só depois começar a interagir na congregação. Os anciãos dessa congregação usam o KS (livro dos anciãos) amarrado no pescoço e ainda tinham que andar com Be (livro da escola) de baixo dos braços recitando seus versos.

O desânimo tomou conta de Jim. Não raro, faltava as reuniões e ao ministério. Calado, não comentava, não participava da santa limpeza do salão e nem dos multirões. Jim nunca mais foi o mesmo. Experimentou o olhar de suspeita e censura por parte da congregação. Acabaram os convites para refeições, churrasco e jantares na casa dos irmãos. Muitos diziam que Jim só era ativo por causa de seus privilégios. Que o mesmo não servia a Jeová com a motivação correta. A dor de ser removido e traído foram demais para Jim. Até hoje não conseguiu voltar a ter o seu brilho no olhar. A desqualificação é como uma castração - um processo doloroso. Já dizia o cantor e poeta Fagner: "O homem se humilha se castram seus sonhos, seu sonho é o trabalho, Não dar pra ser feliz, Não dar pra Ser Feliz..."

LIÇÃO ─ A falta de respeito àqueles que prestam serviço congregacional é um sinal desamoroso da falta de aprovação de nosso Senhor Jesus. Jim errou; mas estava suscetível a isso pois era humano. Ela precisava servir de exemplo para os demais. Tinha que ser violentado e esmagado. O dinheiro da Torre é sagrado e nada ou ninguém importa. Se necessário, a polícia deve ser envolvida, mas, em nenhum momento, o corpo governante pode sair no prejuízo financeiro. O dinheiro é o combustível dessa religião e seus procedimentos trazem segurança às finanças. As políticas administrativas fortalecem a transparência até certo ponto da pirâmide da organização. Anciãos e Superintendentes atuam como a receita federal vigiando os tesouros que são recolhidos localmente. Ninguém confia em ninguém. Um vigiando a circunferência anal do outro. Não existe cumplicidade. Nesse quesito a Torre é um exemplo em conseguir destinar a arrecadação para o propósito final sem desvios: O bolso do Betel americano e os acionistas do corpo governante. 

APÊNDICE ─ Na congregação Norte existia um Ancião Muito Louco. Ele fazia muitas trapalhadas. Designava desassociados para partes na escola, Até liberou o acesso restrito na caixa de entrada para todos os servos ministeriais. Toda visita entregavam-no ao viajante que achava era graça das traquinagens desse ancião. Um belo um silêncio rompe a madrugada. O telefone do viajante toca sem parar e no visor logo identifica o nome Ancião Muito Louco.. Preocupado, o viajante atende. O Ancião Muito Louco,  em desespero, diz que transferiu todo o dinheiro da conta da congregação para a conta corrente de algum estranho. O caixa estava zerado! O viajante não se conteve e gargalhou por muito tempo. “Mas, Ancião Muito Louco, como isso aconteceu?” - indagava com risos o nosso pastor. Após algum blá-blá-blá, o superintendente de circuito o dispensou e combinaram que voltar a dormir seria a melhor solução. No dia seguinte encontrariam uma solução. Ao raiar do dia, o Ancião Muito Louco foi o primeiro na fila do Banco. Queria urgentemente falar com o gerente para cancelar a transação. Mas não era mais possível! O dinheiro caiu na conta de alguém que estava negativado e, aí, se sabe né? O LIS comeu tudinho. O Ancião Muito Louco fez contato com o viajante e informou que não conseguiu resgatar o dinheiro da Torre. O superintendente de circuito deu uns bons esporros nele mas apresentou uma proposta para não cuidar do caso de forma judicativa. Disse que ele deveria repor o dinheiro com recursos próprios e a burocracia ele faria com o pessoal da associação jurídica do circuito. Ele deveria também fazer um B.O. na delegacia para anexar como furto virtual. Dessa forma ele se protegeria e desfazeria os danos que poderiam ser causados ao escritório. O Ancião Muito Louco voltou às pressas ao banco e sentou-se na primeira cadeira que tinha a placa informando empréstimo. Valendo de sua posição de aposentado, fez um consignado com desconto em sua pensão. Até hoje ele paga suavemente o dinheiro que quase não chegava no seu santo destino.

 

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