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MAS, E OS TEXTOS QUE "CONDENAM" ORNAMENTOS?

1 PEDRO 3:1-6

1 “Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas ao vosso próprio marido, para que também, se algum não obedece à palavra, pelo procedimento de sua mulher seja ganho sem palavra,

2 considerando a vossa vida casta, em temor.    

3 O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura de vestes,    

4 mas o homem encoberto no coração ["mas seja o do íntimo do coração", na Almeida Revisada], no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus.    

5 Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus e estavam sujeitas ao seu próprio marido,    

6 como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós sois filhas, fazendo o bem e não temendo nenhum espanto.”

Em vez de condenar todos os adornos, observe o que diz a Bíblia de Estudo Pentecostal, editada pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus:

“Os adornos berrantes, exagerados e dispendiosos são contrários ao espírito modesto que Deus requer da parte das mulheres cristãs.” (nota ao pé da página sobre 1 Pedro 3:3, 4)

 

Análise:

Estas palavras foram escritas para enfatizar que o adorno primariamente belo para Deus é o espiritual, quer dizer, o "procedimento", a "vida casta, em temor", o “incorruptível trajo de um espírito manso e quieto”. É este o tipo de beleza que Deus vai levar em consideração.

Diga-me uma coisa: Não concorda que seria mais fácil um marido descrente aceitar a mensagem de Deus, não por observar unicamente a beleza física de sua esposa, mas, principalmente, por notar a beleza da conduta dela? É justamente esta a mensagem que Pedro quer transmitir.

A expressão 'o enfeite delas não seja o exterior' não está ali visando condenar enfeites, nem incentiva a se negligenciar a aparência exterior. Como sabemos disso? Basicamente, por duas evidências:

1ª EVIDÊNCIA:

Uma coisa é certa: o escritor não condena adornos. Ele simplesmente usa uma expressão idiomática corriqueira da época. Era comum os judeus dizerem algo do tipo "não assim... mas assim," ou "não... sim," quando o significado real era "nem tanto... mas muito mais" ou "não primariamente... mas especialmente". Entendeu? No caso deste texto, Pedro uso a expressão "não... mas". Confira: No versículo 3 ele usou o "não" e no versículo 4 ele usou o "mas". Embora usasse a palavra "não", o objetivo desta construção gramatical era contrastar uma coisa com outra, destacando aquilo que era de maior ou vital importância. De modo algum servia para impor uma proibição absoluta ao que era menos importante.

Vamos entender melhor com um exemplo.

Perceba que Jesus usou a expressão idiomática judaica "não... mas" quando disse:

JOÃO 6:27

"Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna..."

Ao dizer "trabalhai, não pela comida", estava Jesus proibindo que trabalhássemos para obter nossa alimentação física? Claro que não! Embora usasse a palavra "não", Jesus, ao usar esta expressão idiomática judaica, simplesmente realçava o que era de suma importância — sem proibir o que era menos importante. Embora seja correto trabalhar pela comida, o trabalho básico ou fundamental para o crente é para a "vida eterna", não para a vida material. Este é o entendimento bíblico correto. 

Portanto, no texto, Jesus quer dizer:

"Trabalhai não [unicamente ou somente] pela comida que perece, mas [principalmente ou primariamente] pela comida que permanece para a vida eterna..."

Que o trabalho para conseguir o próprio sustento é aprovado por Deus, pode ser visto, por exemplo, em Atos 18:3 e 2 Tessalonicenses 3:8-15. Verifique.

Antes de passarmos para a segunda evidência, que tal outro exemplo? Vamos lá.

Jesus também disse:

LUCAS 14: 12, 13

"E dizia também ao que o tinha convidado: Quando deres um jantar ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso recompensado. Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos."

Aqui Jesus também usou uma expressão de ênfase, de prioridade. Jesus usou a expressão "não... nem... mas". Se ignorássemos que Jesus está a usar uma expressão idiomática judaica, deveríamos crer que é errado convidar amigos, irmãos e parentes para jantar ou ceiar. No entanto, não é isso o que Jesus quer dizer pois, em João 2:2, ele mesmo participou de uma ceia com seus amigos. Além disso, Lucas 22:7-23 registra que Jesus promoveu uma "ceia" somente com seus amigos — sem a presença de "pobres, aleijados, mancos e cegos". Fazendo assim, Jesus não esta se contradizendo. Por que não? Porque Jesus, quando disse "quando deres um jantar ou uma ceia, não chames os teus amigos", não disse isso e fim de frase ou ponto final. Não. Não era só isso o que Jesus disse. A frase continuava. Jesus continuava usando a expressão idiomática de ênfase.

Portanto, leitor, poderíamos entender Lucas 14: 12, 13 assim:

"E dizia também ao que o tinha convidado: Quando deres um jantar ou uma ceia, não chames [somente ou toda vez] os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso recompensado. Mas, quando fizeres convite, chama [também] os pobres, aleijados, mancos e cegos..."

Prestou bem atenção nos exemplos acima, onde Jesus emprega a expressão idiomática judaica?

Assim como Jesus, Pedro, ao usar a expressão idiomática judaica "não... mas" em 1 Pedro 3:3, 4, aponta para prioridades, não para restrições arbitrárias. Pedro não condena o uso de adornos ou de apetrechos femininos. Ele enfatiza que mulheres piedosas devem dar prioridade à pessoa interior, sem necessariamente, terem que abandonar enfeites literais.

Como evidência adicional de que Pedro visa destacar um ponto sem excluir o outro, observe atentamente a próxima evidência.

 

2ª EVIDÊNCIA:

Pense no que Pedro diz:

5 Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus e estavam sujeitas ao seu próprio marido,

6 como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós sois filhas, fazendo o bem e não temendo nenhum espanto.”

 

É importante ter em mente dois pontos:

1º   -  É fato consumado que as "santas mulheres" do passado "se adornavam". O texto diz isso.

2º   -  O modo delas usarem adornos é exemplo ideal para as cristãs de hoje. 

Apenas por seguir o excelente modo de se adornar de tais "santas" é que as mulheres cristãs seriam honrosamente consideradas "filhas" ou imitadoras delas. Pedro diz que as cristãs devem se adornar como faziam estas mulheres. Sendo assim, as cristãs devem espelhar-se no exemplo destas mulheres.

Agora, leitor, a pergunta que nos levará a uma resposta esclarecedora: E como se adornavam "antigamente as santas mulheres". Será que estas mulheres 'santas' usavam enfeites literais tais como anel e pulseira? 

Os que são contra o uso de adornos, apressadamente gritarão: "NÃO!"

Todavia, o que nos importa saber é a resposta bíblica. Após uma cuidadosa investigação, o que encontramos? Encontramos mulheres dignas tais como Rebeca e sulamita usando adornos literais. Note:

Rebeca 

Assim como Sara respeitava Abraão, Rebeca — mulher escolhida por Deus para esposa de Isaque — respeitava seu marido. Embora usasse “pendente” e “pulseiras”, é evidente que Rebeca dava a tais um lugar secundário. 

Além disso, lembre-se de que Abraão, marido de Sara, a quem Pedro qualifica como "santa", presenteou rebeca com joias. Assim, Abraão não pensava que uma serva de Deus devesse estar totalmente livre de adornos.

Reflita: Na questão das joias, estamos pensando como Rebeca e Abraão ou discordamos deles? — Confira em Gênesis 24:22, 30, 47, 53.

Saber mais sobre Rebeca: aqui

Sulamita

Referem-se a ela expressões tais como “teus enfeites”, “teu colar”, “teus ungüentos” e “a fragrância dos teus vestidos”. Ela mesma declarou: “minhas mãos destilavam mirra”. 

O uso de tais produtos, certamente não a impediu de ser considerada como modelo de fidelidade e lealdade para as servas de Deus. Doutrinas humanas não podem mudar isso. — Confira em Cantares de Salomão 1:10, 11; 4:9-11; 5:5.

Saber mais sobre a sulamita: aqui

PENSE NISSO:

Estariam as santas mulheres do passado sendo menos santas do que aquelas que atualmente não usam adornos?

Embora Rebeca e a jovem sulamita usassem adornos externos, não podemos ter dúvidas que estas "santas mulheres" tinham o conceito correto sobre o uso de adornos. De fato, personagens bíblicas deram, usaram e receberam joias, enfeites e roupas bonitas sem recriminação da sua parte. Como bem escreveu Pedro, o enfeite principal delas não era o exterior... mas o do íntimo do coração. É este mesmo conceito que as mulheres atuais devem ter. As santas mulheres de hoje compreendem bem as seguintes palavras:

PROVÉRBIOS 31:30

“Enganosa é a graça, e vaidade, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada."

PROVÉRBIOS 11:22

"Como jóia de ouro em focinho de porca, assim é a mulher formosa que se aparta da razão."

1 PEDRO 3:3

"O enfeite delas não seja... na compostura de vestes,

Ao dizer "não" para a "compostura de vestes", Pedro não incentivou que as mulheres andassem descompostas ou totalmente nuas, sem “vestes”, assim como não incentivou o total abandono do “frisado dos cabelos” ou o “uso de jóias de ouro”. Apenas destacava a moderação no vestir, sem usar extremos.

Pedro diz que as mulheres cristãs seriam "filhas" (versículo 6) das santas mulheres do passado apenas se imitassem a conduta exemplar delas — colocando a beleza espiritual acima da beleza física. Que excelente exemplo para as mulheres de hoje!

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