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EFÉSIOS 5:18

“E não vos embriagues com vinho (oinos), em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito.”

 

Análise:

Não é para se fazer o quê? "Embriagar-se" (em grego: "methuskesthe", que comumente indica embriaguez). A pessoa não pode estar "embriagada com vinho" e, ao mesmo tempo, "cheia do Espírito". Ora, que o exagero no beber é errado, isso não se discute! O texto que aquele que é contrário ao uso de bebida alcoólica deveria apresentar é um que condena até mesmo o beber moderado, o beber cuidadoso.

Contudo, se quisermos ir mais fundo na questão, podemos perguntar: será necessário privar-se completamente de vinho para se estar cheio "do Espírito"? Será que beber até mesmo uma quantidade reduzida significa não estar cheio "do Espírito"?

Ora, Paulo, o mesmo que escreveu as palavras acima, recomendou à Timóteo que usasse "um pouco de vinho" [oinos] (1 Timóteo 5:23). Reflita: Se a ingestão de qualquer teor ou quantidade de álcool resultasse na ausência, fuga ou diminuição “do Espírito”, daria Paulo esta recomendação à seu amigo, Timóteo? Claro que não! Também, se qualquer quantidade de teor alcoólico significasse proporcionalmente menos "Espírito", então, Jesus, que tomou um pouco de vinagre (que tem baixo teor alcoólico, mas tem) não estaria 100% cheio de "Espírito". Mateus 27:48.  

Assim, para encararmos corretamente o assunto das bebidas alcoólicas, precisamos ter o mesmo modo de pensar de Paulo. Ele tinha discernimento suficiente para saber que aquele que bebesse apenas “um pouco de vinho” não deixaria de estar “cheio do Espírito”. Timóteo, por sua vez, não repreendeu Paulo por sugerir-lhe o uso de bebida alcoólica. Por que não? Porque tanto ele como seu companheiro cristão sabiam que o uso responsável de "um pouco de vinho" não contraria a lei de Deus. Ao mesmo tempo que cautelosamente usava vinho, Timóteo entendia que continuava “cheio do Espírito”. 

Portanto, em Efésios 5:18, ao dizer “não vos embriagueis com vinho”, Paulo não incluía o beber de “um pouco" dele. Paulo condenava o consumo que resultava em embriaguez e, consequentemente, no desfavor "do Espírito” de Deus.

 

O Novo Comentário da Bíblia, Editado pelo Prof. F. Davidson, página 1263:

“O contraste notável do versículo 18 não seria notado tão prontamente por um crente de nossa época; mas o hábito da embriaguez era tão universal entre as populações pagãs, das quais os cristãos gentios se originaram, que tal contraste lhes era realmente apropriado... Aquilo que os homens procuram na embriaguez não é encontrado desta forma; suas esperanças são inevitavelmente ilusórias. Tudo o que os homens procuram na satisfação de suas necessidades e desejos pode ser encontrado no Espírito Santo.”

 

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