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PROVÉRBIOS 21:17

"Necessidade padecerá o que ama os prazeres;

o que ama o vinho (yayin) e o azeite nunca enriquecerá."

 

Análise:

Não há nada de errado com os “prazeres” (Isaías 54:1, 55:12) quando postos em seu devido lugar. O “azeite” figurava entre as coisas necessárias “para holocausto ao Deus dos céus.” (Esdras 6:9) e  “o vinho (yayin) alegra a vida”, diz Eclesiastes 10:19.

Sinceramente, não entendo como alguém enxerga aqui uma base para condenar qualquer consumo de vinho. Em nenhum momento se fala contra a moderação/autodomínio/equilíbrio no beber... O que é repreensível diante de Deus é o "amor" indevido ao vinho. A Nova Versão Internacional traduz assim: “Quem se entrega aos prazeres passará necessidade; quem se apega ao vinho e ao azeite jamais será rico.”

Estas palavras lembram 1 Timóteo 6:10, onde se lê: ”Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se transpassaram a si mesmos com muitas dores.” É errado usar dinheiro? Não! "A raiz de toda a espécie de males" não é o dinheiro em si mesmo, mas o "amor" ou apego exagerado a ele. O mesmo se aplica a quem "ama o vinho". O uso correto do vinho não é errado. O mau uso do vinho é.

 

Você pode "amar" o vinho no sentido de gostar muito. Mas não no sentido de usar muito.

 

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