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GRUPO INDICETJ EX-TJ

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Autor: Odracir

http://testemunha.orgfree.com/

 

Tudo que você queria saber sobre as Testemunhas de Jeová...

...e nem elas podiam lhe revelar!

“O grande inimigo da verdade, muitas vezes, não é a mentira – deliberada, maquinada e desonesta – mas o mito – persistente, persuasivo e irrealista.”

- Frase de um estadista

01 Introdução
02
Onde, quando e como se iniciou a religião?
03
Quantas são as Testemunhas de Jeová no mundo?

04 Existem ramos dissidentes das Testemunhas de Jeová?
05
Como uma pessoa se torna Testemunha de Jeová?
06
Que deveres a pessoa passa a ter após o batismo?
07
Como as Testemunhas de Jeová lidam com um membro transgressor ou com a pessoa que decide deixar a religião?
08
Elas declaram ser profetas e porta-vozes de Deus
09
Elas previram o "fim do mundo" ("Armagedom") para os anos de 1914, 1915, 1918, 1925, 1941, 1975 e 2000
10
Elas acreditam que SÓ os membros de sua religião têm esperança de sobreviver ao "fim do mundo"
11
Acreditam que Jesus Cristo NÃO é o mediador de TODA a humanidade
12
Acreditam que, em 1919, Jesus Cristo - entronizado desde 1914 - rejeitou TODAS as outras religiões e escolheu as Testemunhas de Jeová
13
Ataques às Igrejas Católica e Protestante
14
Racismo
15
Anti-semitismo
16
Piramidologia
17
Astrologia
18
Comunicação com o mundo espiritual
19
Ocultismo
20
Proibição e liberação das vacinas
21
Proibição e liberação dos transplantes de órgãos ou tecidos
22
Liberação e proibição das transfusões de sangue
23
Proibição do voto
24
Proibição e liberação do Serviço Militar Alternativo
25
Violação da 'Neutralidade Cristã'
26
Comprometimento com o Nazismo
27
Conclusão

 

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01

Introdução

Ao ser mencionado o nome “Testemunhas de Jeová”, é comum vir à mente da maioria de nós a imagem daquelas pessoas bem trajadas, geralmente gentis e sorridentes que batem às nossas portas nas manhãs de domingo, dizendo-se proclamadores de “boas novas” – usualmente chamando nossa atenção para algum aspecto da problemática mundial e oferecendo sua literatura – as revistas “A Sentinela” e “Despertai!”. É provável que você, leitor, já tenha sido visitado por elas ou possua um parente próximo ou amigo que é membro deste exótico movimento religioso. É igualmente digna de nota a persistência com que as Testemunhas de Jeová nos convidam a conhecer melhor sua organização e suas crenças, oferecendo aos moradores estudos bíblicos domiciliares. Fora deste aspecto, as únicas outras coisas com que costumamos associar este grupo religioso são suas crenças incomuns, as quais, às vezes, ocupam espaço na imprensa, tais como sua recusa em receber transfusões de sangue (a mais polêmica de todas) – mesmo ao custo de suas vidas – sua recusa em servir às forças armadas e a abstinência de algumas celebrações populares, tais como o Natal ou aniversários.

À parte deste panorama superficial, quase ninguém têm acesso ao conhecimento do mecanismo de funcionamento interno da entidade, sua estrutura hierárquica, sua história, evolução doutrinária e a metodologia de seus líderes. O mais curioso é que, caso se façam indagações a uma Testemunha de Jeová sobre tais temas, obter-se-ão respostas superficiais e sob uma ótica piedosa – contendo frequentemente termos estranhos ao leigo, tais como “o escravo fiel e discreto”, “os Ungidos” ou “a Grande multidão” – os quais pouco acrescentam de realmente significativo ao que já se sabe.

O objetivo deste artigo é tornar disponível ao leitor, de forma sucinta e direta, uma síntese da história deste movimento religioso e de seus ensinos ao longo dos anos, alguns dos quais – creio – causariam surpresa até aos próprios adeptos. De fato, algumas destas informações não estão disponíveis às próprias Testemunhas de Jeová sinceras em nossos dias. Acredito que, uma vez tendo acesso a estas informações, o leitor passará a ter uma visão ampla da organização, obtendo assim subsídios para fazer uma avaliação imparcial da mesma e tornando-se apto a fazer perguntas e dar respostas na próxima vez que uma Testemunha de Jeová bater à sua porta. Cada informação fornecida neste artigo será, sempre que possível, seguida da fonte bibliográfica – obtida, em sua maior parte, da própria literatura da religião (com nome, data e página). Incrível como possa parecer, após esta leitura, o leitor provavelmente estará mais familiarizado com os interstícios da instituição do que a própria Testemunha de Jeová mediana – coisa que poderá facilmente ser comprovada por ocasião da confrontação destas informações com o próximo pregador que o visitar em sua casa. Primeiro, haverá uma seção de perguntas e respostas e depois um resumo das doutrinas e declarações da religião, desde sua fundação até hoje (acrescentei grifos às palavras mais importantes). É uma leitura, deveras, fascinante!

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02

Onde, quando e como se iniciou a religião?

Resposta:

O movimento religioso começou na cidade de Allegheny, Pensilvânia, Estados Unidos, por volta de 1870. Seu criador chamava-se Charles Taze Russell, um comerciante, nascido naquela cidade a 16 de Fevereiro de 1852. Ele fora criado como Presbiteriano, mas afiliou-se à Igreja Congregacional. Desapontado com as religiões, perdeu sua fé na Bíblia. Uma noite, em 1869, assistiu a um culto em uma Igreja Adventista e recuperou sua fé. Formou um grupo independente de estudo e, em 1877, associou-se a Nelson Barbour, um Segundo Adventista, com o qual passou a produzir publicações, separando-se dele – por divergências de ponto de vista – cerca de dois anos depois. Em 1879, começou a publicar a revista Watch Tower, a qual, mais tarde, se tornaria a bem conhecida “A Sentinela”. O Pastor Russell, entre outras coisas, era adepto da piramidologia, simpatizante da maçonaria e extraiu alguns de seus conceitos da astrologia e dos cálculos de um inglês chamado John Acquila Brown, sobre o “fim do mundo”. Ele escreveu diversos livros durante sua vida, nenhum dos quais é hoje publicado. Os seguidores do Pastor Russell chamavam-se inicialmente ‘Estudantes da Bíblia’, tendo adquirido o nome ‘Testemunhas de Jeová’ apenas a partir de 1931. Estudiosos de religião consideram o movimento ‘Testemunhas de Jeová’ como derivado do Segundo Adventismo e do ‘Millerismo’ do século 19.

Fonte: Testemunhas de Jeová – Proclamadores do Reino de Deus (1993), cap. 5 e Apocalypse Delayed – M. J. Penton (1985), parte I.

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03

Quantas são as Testemunhas Jeová no mundo?

Resposta:

Apesar de a religião existir há mais de um século, conta com apenas 7.313.173 (sete milhões, trezentos e treze mil, cento e setenta e três) membros no mundo inteiro (o equivalente a cerca de 3,82% da população do Brasil: 191.480.630), espalhados por  umas 236 terras. Todavia, suas publicações já atingiram 473 línguas. - Fonte: Anuário 2.010, página 31 e A Sentinela 1/5/90, página 25.

Veja dados atuais em http://indicetj.com/relatorios.htm

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04

Existem ramos dissidentes das Testemunhas de Jeová?

Resposta:

Sim, desde o início do movimento religioso até a década de 50, já se haviam formado mais de 30 seitas dissidentes, algumas existentes até o dia de hoje. Eis o nome de algumas: Russellitas, Rutherfordistas,  “Instituto de Piramidologia” (1920), “Movimento Missionário da Casa do Leigo” (1918),  “Associação dos Estudantes da Bíblia da Epifania” (1955), “Vigias da Manhã” (1937), “Movimento Missionário da Casa Laodicense” (1957), “Associação dos Estudantes da Bíblia da Aurora” (1932), “Associação dos Estudantes da Bíblia Intransigentes” (1918), “Os Servos de Jah” (1925), “Sociedade do Anjo de Jeová de Bíblias e Tratados” (1917), “Estudantes da Bíblia Associados” (1917, nome inicial das TJ), “Testemunhas Cristãs de Jeová”, “Verdadeiras Testemunhas de Jeová” e diversas outras.

Veja uma lista aqui: http://indicetj.com/dvrs/seitas_dissidentes.htm

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05

Como uma pessoa se torna Testemunha de Jeová?

Resposta:

Geralmente, após aceitar uma revisita em seu lar, a pessoa é convidada a fazer um estudo ‘bíblico’ por meio de uma das publicações exclusivas da denominação. Neste ínterim, ela é constantemente estimulada a frequentar as reuniões nos chamados “Salões do Reino” e a participar delas e do serviço de pregação de porta em porta. O batismo é realizado por imersão em água, por ocasião das chamadas ‘Assembléias de Circuito’ ou de ‘Distrito’, as quais são realizadas periodicamente. Para habilitar-se ao batismo, a pessoa  (não precisa ser maior de 18 anos de idade), deverá ter concluído, pelo menos, o estudo da publicação já mencionada e deve fazer certos “ajustes” em sua vida, como, por exemplo, recusar o serviço militar (caso a pessoa seja do sexo masculino e tenha 18 anos) por meio de um documento de eximição – o que, no Brasil, acarreta a perda dos direitos políticos (cassação) – e deixar o emprego, caso este tenha algum vínculo direto com as forças armadas ou instituições políticas ou religiosas.

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06

Que deveres a pessoa passa a ter após o batismo?

Resposta:

A pessoa deverá freqüentar 5 reuniões semanais, além do estudo ‘pessoal’ e do serviço de pregação, geralmente nos fins de semana. Deve, sempre que possível, fazer proselitismo no trabalho, escola etc. Ela deverá prestar um relatório mensal à organização, informando o total de horas gastas na pregação a cada mês, bem como o total de revistas, livros e brochuras distribuídos ao público. Além disso, deverá tomar parte regularmente em demonstrações e discursos. Os varões são incentivados a atingir os ‘cargos’ de ‘servo ministerial’ ou de ‘ancião’ (pastor). Para ser um membro aprovado da religião, a pessoa deve aceitar – sem questionar – todos os ensinamentos da organização e evitar pensamentos independentes:

"A associação aprovada com as Testemunhas de Jeová requer a aceitação de toda a série dos verdadeiros ensinos da Bíblia, inclusive as crenças bíblicas singulares das Testemunhas de Jeová." - A Sentinela de 1/4/1986, pág. 31.

"Evite ideias independentes....Como se manifestam tais ideias independentes? Um modo comum é questionar o conselho provido pela organização visível de Deus." - A Sentinela de 15/7/1983, pág. 22.
 

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07

Como as Testemunhas de Jeová lidam com um membro transgressor ou com quem decide deixar a religião?

Resposta:

Tanto o transgressor moral como o dissidente são submetidos a uma audiência a portas fechadas (sem a presença de observadores, exceto se forem testemunhas do caso) perante um corpo composto normalmente por 3 ‘anciãos’ (pastores) – denominado ‘comissão judicativa’ – o qual tem poderes para

1) apenas admoestar privadamente

2) suspender certos ‘privilégios’ (tais como proferir discursos)

3) censurar publicamente (o anúncio é feito diante de todos na reunião semanal) ou

4) ‘desassociar’ a pessoa (excomunhão).

Aquele que desejar simplesmente deixar a religião sem ser desassociado, pode fazê-lo por entregar um carta de renúncia ou por declarar publicamente não mais ser uma Testemunha de Jeová. A partir daí, a pessoa é considerada ‘dissociada’ – um eufemismo, na verdade, já que o tratamento dispensado à pessoa é o mesmo dos desassociados (A Sentinela, 15/12/1981, p. 19). Nos casos anteriores, a organização mantém um registro documental com os dados sobre a pessoa e o motivo da desassociação, através do formulário S-77 (com três cópias) o qual é remetido e arquivado na sede da instituição (no caso do Brasil, em Cesário Lange-SP). Os demais membros da religião devem cortar relações pessoais tanto com o desassociado como com o dissociado, desaconselhando-se, inclusive, o simples cumprimento. Ainda que se trate de parente próximo (pais, filhos ou cônjuge), recomenda-se reduzir o contato ao mínimo possível (A Sentinela, 15/4/1988, p. 28). Caso descumpra esta norma, este membro também estará sujeito a ser desassociado.

"(...) se o cristão lançasse a sua sorte com um transgressor rejeitado por Deus e desassociado, ou que se dissociou, isso equivaleria a dizer: ‘Eu tampouco quero um lugar no santo monte de Deus.’ Se os anciãos o vissem encaminhar-se nessa direção por associar-se regularmente com alguém desassociado, eles procurariam amorosa e pacientemente ajudá-lo a recuperar o conceito de Deus. (Mat. 18:18; Gál. 6:1) Eles o admoestariam e, se necessário, o ‘repreenderiam com severidade’. Querem ajudá-lo a permanecer ‘no santo monte de Deus’. Mas, se não deixar de se associar com a pessoa expulsa, ele se torna assim ‘partícipe (apoiando ou compartilhando) das obras iníquas’ e terá de ser removido da congregação, expulso. — Tito 1:13; Judas 22, 23; veja Números 16:26." - A Sentinela, 15/12/1981, parágrafo 21, página 27.

Aquele que consultar literatura crítica às crenças das Testemunhas de Jeová ou der ouvidos aos argumentos dos dissidentes, poderá igualmente receber a mesma disciplina.

A edição de A Sentinela de 1/10/1993, pág. 19, referindo-se aos dissidentes - normalmente chamados 'apóstatas' - diz:

"Alguns apóstatas professam conhecer e servir a Deus, mas rejeitam ensinos ou requisitos delineados na Sua Palavra. Outros afirmam crer na Bíblia, mas rejeitam a organização de Jeová e tentam ativamente obstaculizar a sua obra. Quando eles deliberadamente escolhem tal maldade depois de conhecerem o que é correto, quando o mal se torna tão entranhado que se torna parte inseparável de sua constituição, o cristão precisa odiar (no sentido bíblico da palavra) os que se agarraram inseparavelmente à maldade.

Tal 'ódio santo' fora definido cerca de 40 anos antes:

"Temos de odiar no sentido mais verdadeiro, que é encarar com extrema e ativa aversão, considerar como uma abominação, odioso, nojento, detestar." - A Sentinela de 1/10/1952, pág. 599 (em inglês)

Sobre o tema 'ódio e a doutrina das Testemunhas de Jeová', recomendo a leitura dos artigos em http://indicetj.com/indice-a-z.htm#O

 

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08

Elas declaram ser profetas e porta-vozes de Deus

"Assim como Jeová revelou suas verdades, por meio da congregação cristã do 1o. século, assim também ele o faz atualmente, por meio da atual congregação cristã. Por meio desta agência, faz com que se cumpra o profetizar em escala intensificada e sem paralelo. Toda esta atividade não é feita por acaso. Jeová é quem está por trás de toda ela." - A Sentinela de 15/12/1964, pág. 749 (em português)

"Lá no ano de 613 AEC, Jeová... designou Ezequiel... para ser seu profeta...O mesmo se deu com as testemunhas ungidas e dedicadas de Jeová..." - As Nações Terão de Saber que Eu Sou Jeová, 1971, pág. 63 (em português)

"...Quem é este profeta?... Este 'profeta' não era um só homem, mas um grupo de homens e mulheres. Era o grupo pequeno dos seguidores das pisadas de Jesus Cristo, conhecidos naquele tempo como Estudantes Internacionais da Bíblia. Hoje são conhecidos como testemunhas cristãs de Jeová." - A Sentinela de 1/10/1972, pág. 581 (em português)

"... a organização de Jeová, em toda a terra, é dirigida pelo espírito santo...Ela é a única para qual a Palavra Sagrada de Deus, a Bíblia, não é um livro lacrado... a única organização na terra que compreende as 'coisas profundas de Deus'!" - A Sentinela de 1/1/1974, p. 18 (em português)

"...Ocupam uma posição similar a de Paulo s seus colaboradores, quando esse apóstolo falou sobre as maravilhosas verdades que Deus revela ao seu povo: 'É a nós que Deus tem revelado por intermédio de seu espírito'." - A Sentinela de 1/12/1982, pág. 13 (em português)

"A organização visível de Deus hoje também recebe orientação e direção teocráticas." - Poderá Viver para Sempre... , 1982, pág. 195 (em português)

"...o 'profeta' suscitado por Jeová não tem sido um único homem,... mas uma classe. Os membros desta classe, iguais ao profeta-sacerdote Jeremias, estão plenamente dedicados a Jeová Deus... Nesta data avançada, existe apenas um restante desta classe do 'profeta' ainda na terra." - A Sentinela de 1/5/1983, pág. 27 (em português)

 

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09

Elas previram o "fim do mundo" ("Armagedom") para os anos de 1914, 1915, 1918, 1925, 1941, 1975 e 2000

"Nós apresentamos prova de que... a 'batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso' (Rev. 16: 14)... terminará em 1914 A.D., com a vitória completa sobre o governo terrestre..." - Estudos das Escrituras III, 1905, editorial 26 (em inglês)

"...a completa destruição dos poderes... deste mundo maligno - político, financeiro, eclesiástico - por volta do fim do Tempo dos gentios, outubro de 1914." - Estudos das Escrituras IV, 1897, págs. 604,622 (em inglês)

 

"A 'batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso' (Rev. 16: 14)... terminará em 1915 A.D., com a vitória completa sobre o governo terrestre...... consideramos uma verdade estabelecida que o final dos reinos deste mundo, e o completo estabelecimento do reino de Deus, se cumprirão próximo do fim de 1915 A.D." - Estudos das Escrituras III, 1915, editorial 101 e 99 (em inglês)

 

"Parece conclusivo que as 'dores de aflição' da Sião Nominal estão fixadas na passagem de 1918... há razões para crer que os anjos caídos invadirão as mentes de muitos da igreja nominal, levando-os a uma conduta excessivamente tola e culminando com sua destruição às mãos de massas enfurecidas... Também, no ano de 1918, quando Deus destruir as igrejas e seus membros aos milhões..." - O Mistério Consumado, 1917, págs. 128,129 e 485 (em inglês)

 

"Seja como for, há evidência de que o estabelecimento do Reino na Palestina será provavelmente em 1925, dez anos mais tarde do que nós uma vez tínhamos calculado [isto é, 1915]." - O Mistério Consumado, 1917, pág. 128 (em inglês)

"Por conseguinte, nós podemos esperar confiantemente que 1925 marcará o retorno de Abraão, Isaque, Jacó e os profetas fiéis da antiguidade... um cálculo simples dos jubileus traz-nos a este importante fato." - Milhões que Agora Vivem Nunca Morrerão, 1920, págs. 88-90 (em inglês)

 

"... os meses que restam antes do Armagedom." - A Sentinela de 15/9/1941, pág. 288 (em inglês)

 

"Devemos presumir, à base deste estudo, que a batalha do Armagedom já terá acabado até o outono de 1975 e que o reinado milenar de Cristo, há muito aguardado, começará então? Possivelmente... A diferença talvez envolva apenas semanas, ou meses, não anos." - A Sentinela de 15/2/1969, pág. 115 (em português)

 

"O apóstolo Paulo servia de ponta de lança na atividade missionária cristã. Ele também lançava o alicerce para uma obra que seria terminada em nosso século vinte." - A Sentinela de 1/1/1989, pág. 12 (em português)

Nota:

Em 1929, as Testemunhas de Jeová construíram uma mansão em San Diego, Califórnia, EUA – chamada Beth-Sarim – destinada a servir de residência aos patriarcas bíblicos Abraão, Isaque e Jacó, cuja ressurreição havia sido prevista para 1925. Mas eles não apareceram para tomar posse. Quem residiu lá até 1942 – ano de sua morte – foi, na verdade, o então Presidente da organização, J. F. Rutherford. - (Veja Beth-Sarim)

Em 1939, foi construído um abrigo antiaéreo secreto em uma propriedade vizinha – chamada Beth-Shan. Pouco depois da II Guerra Mundial, a organização silenciosamente vendeu os dois imóveis. A publicação oficial das Testemunhas de Jeová, o livro Proclamadores, admite a existência de Beth-Sarim (pág. 76) – embora omita que a escritura da casa foi feita em nome dos patriarcas bíblicos – e silencia totalmente quanto à existência de Beth-Shan. - (Veja Beth-Shan)

 

 

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10

Acreditam que SÓ os membros de sua religião têm esperança de sobreviver ao "fim do mundo"

"Nunca se esqueça de que apenas a organização de Deus é que sobreviverá ao fim deste sistema moribundo. Portanto, aja sabiamente e faça planos para a vida eterna por construir seu futuro em harmonia com a organização de Jeová." - A Sentinela, 15 de fevereiro de 1985, p. 31.

"Apenas as Testemunhas de Jeová, os do restante ungido e os da Grande Multidão, qual organização unida sob a proteção do Organizador Supremo, têm esperança bíblica de sobreviver ao iminente fim deste sistema condenado, dominado por Satanás, o diabo." - A Sentinela de 1/9/1989, pág. 19.
 

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11

Acreditam que Jesus Cristo NÃO é o mediador de TODA a humanidade, mas apenas de uma classe de 144.000 pessoas (os “ungidos”), – os únicos que vão para o céu; os demais, chamados de “Grande Multidão” – os quais esperam ter vida eterna na terra como seres de carne e osso – dependem da instituição, denominada “O Escravo Fiel e Discreto”, para se salvar.

"De modo que, em estrito sentido bíblico, Jesus é o 'mediador' apenas dos cristãos ungidos". - A Sentinela de 15/9/1979, pág. 32 – Perguntas dos Leitores.

"As pessoas de todas as nações que têm a esperança de vida eterna na terra se beneficiam mesmo agora dos serviços de Jesus. Embora ele não seja seu Mediador legal, pois elas não estão no novo pacto, Jesus é o meio de elas se aproximarem de Jeová." - A Sentinela de 15/8/1989, pág. 31.

"Do mesmo modo, o Moisés Maior, Jesus Cristo, não é o Mediador entre Jeová Deus e toda a humanidade. Ele é o Mediador entre seu Pai celestial, Jeová Deus, e a nação do Israel espiritual, que está limitado a 144.000 membros." - Segurança Mundial sob o ‘Príncipe da Paz’ (1986), página 11, parágrafo 16.

“Além do mais, uma organização dirigida pelo espírito [de Deus] deve ser usada em conexão com o envio destes verdadeiros pregadores de ‘boas novas’. ” - A Sentinela de 15/7/1984, págs. 14 e 15 (em inglês)

“Jeová e Cristo dirigem e corrigem o escravo [a organização] quando necessário, não a nós como indivíduos... Nós devemos seguir junto com a organização teocrática do Senhor e esperar por mais esclarecimento...”- A Sentinela de 1/2/1952, págs. 79, 80 (em inglês)

 

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12

Acreditam que, em 1919, Jesus Cristo – entronizado desde 1914 – rejeitou TODAS as outras religiões e escolheu as Testemunhas de Jeová (então “Estudantes da Bíblia”) como o “único canal” de comunicação entre Deus e os homens 

“Os fatos históricos mostram que 1919 foi o ano em que o remanescente terrestre dos 144.000 herdeiros do Reino começaram a ser libertados de Babilônia, a Grande. Naquele ano, a mensagem do Reino de Deus estabelecido começou a ser pregada de casa em casa e divulgado pelas Testemunhas cristãs de Jeová de um modo destemido. Esta pregação do Reino como estabelecido em 1914 foi em cumprimento da profecia de Jesus em Mateus 24: 14.” - livro Caiu Babilônia, a Grande! (1963), pág. 77, parágrafo 26

"Assim como as profecias bíblicas apontavam para o Messias, elas também nos encaminham ao unido corpo de cristãos ungidos das Testemunhas de Jeová, que serve atualmente qual escravo fiel e discreto. Todos os que desejam entender a Bíblia devem reconhecer que a 'grandemente diversificada sabedoria de Deus' pode ser conhecida através de seu canal de comunicação de Jeová, o escravo fiel e discreto. - João 6:68" - A Sentinela de 01/10/94, pág. 8

"A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação usado por Deus, não avançaremos na estrada da vida, não importa o quanto leiamos a Bíblia." - A Sentinela 01/08/82 , pág. 27

 

 

 

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13

Ataques às Igrejas Católica e Protestante

 "As igrejas Católica, Ortodoxa e, mais tarde, as Protestantes... tornaram-se parte de Babilônia a Grande, o império mundial da religião falsa do diabo." - A Sentinela de1/12/1991, pág. 13

“De modo que católicos mataram outros católicos com aprovação de seus líderes religiosos, e os protestantes fizeram o mesmo”. - Poderá Viver para Sempre no Paraíso na Terra (1982), pág. 28

“Em vez de ajudar as pessoas na sua busca do Deus Verdadeiro, as numerosas seitas e denominações que surgiram em resultado do livre espírito da Reforma Protestante apenas as dirigiram a muitas diferentes direções. De fato, a diversidade e a confusão levaram muitos a questionar a própria existência de Deus.” - O Homem em Busca de Deus (1990), pág. 328

 

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Racismo

Nota: Não seria correto afirmar que as Testemunhas de Jeová, hoje, constituem uma comunidade racista (pelo menos, não mais do que outras religiões ou culturas o são). Não obstante, não se pode deixar de perceber em seus artigos, tais como os acima transcritos, a representação do pensamento tradicional da época em que foram escritos, os quais não conseguem disfarçar, em seu teor, uma forma, por assim dizer, sutil e 'piedosa' de racismo.

 

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Ati-semitismo

Nota: De modo semelhante às questões sobre racismo, não seria correto atribuir às Testemunhas de Jeová, hoje, uma filosofia anti-semita. Por outro lado, também não podem passar despercebidas certas oscilações de pensamento da entidade com relação ao povo judeu, em função da época. Por exemplo, nas publicações Conforto para os Judeus (1925) e Vida (1929), a organização defende, a exemplo de seu fundador, ideias claramente sionistas. Subitamente, a partir da década de 30 - época em que o anti-semitismo ganhou novo impulso mundial - é nítida a mudança no teor das publicações da Sociedade Torre de Vigia. Queira o leitor atentar para as datas em que as declarações acima foram feitas - coincidentes com a ascensão do nazi-fascismo na Europa.
 

 

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Piramidologia

 

Quadro da película "Fotodrama da Criação" (1914), de C.T. Russell
 

E mais: O livro Testemunhas de Jeová – Proclamadores do Reino de Deus (1993), pág. 201, admite a piramidologia como parte de seus ensinos primitivos, embora justifique isto por dizer que tratava-se apenas de “um pensamento” do Pastor Russell, por cerca de 35 anos.


O pastor Russell em uma de suas visitas à pirâmide do Egito

Nota: Em 1912 - durante uma de suas visitas à pirâmide de Gizé - o pastor Russell proferiu o célebre discurso "Uma Testemunha de Deus - A Grande Pirâmide do Egito". Uma evidência adicional do envolvimento da religião com piramidologia existe até hoje, na forma de um enorme monumento de pedra, em forma de pirâmide, o qual jaz ao lado do sepulcro de Russell, no Cemitério Rosemont United (Pittsburgh, Pensilvânia, EUA). O leitor poderá visitar este monumento no seguinte endereço: http://www.geocities.ws/irmaobrasil/tumulo.htm

Recentemente – no primeiro número de A Sentinela (1/1/2000, páginas 9 e 10) – a religião fez uma confissão mais pormenorizada de seu envolvimento com a piramidologia, embora não mencionasse que este envolvimento perdurou até 1928, durante a 2ª presidência da entidade e 9 anos após a ‘aprovação’ do “Escravo Fiel e Discreto”, em 1919, por Jesus Cristo.


 

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Astrologia

 



Quadro do "Fotodrama da Criação" (1914), de C.T. Russell
 

Nota: o entendimento sobre a estrela “Alcyone” e a constelação de “Plêiades” perdurou por 62 anos, de 1891 a 1953 – 35 anos após uma suposta inspeção de Cristo e Jeová à organização e 34 anos após a “aprovação” deles à organização, em 1919. (A Sentinela de 15/04/89, página 7, parágrafo 9 e A Sentinela de 15/03/90, página 15, parágrafo 4) .


 

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18

Comunicação com o mundo espiritual

Nota: O Pastor Russell faleceu em 1916 – cerca de um ano antes do lançamento destes dois últimos artigos. Além disso, a religião já fez uso – como fonte de apoio para a sua tradução do texto bíblico de João 1:1 – dos escritos de dois médiuns espíritas: Johannes Greber e John S. Thompson – Ajuda ao entendimento da Bíblia (1969), pág. 1245, e Kingdom Interlinear Translation (1985), págs. 1139 e 1140.

 

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19

Ocultismo

Em 1914, o 'pastor' Russel lançou o célebre "Fotodrama da Criação" - um ambicioso projeto que combinava películas cinematográficas, slides e trilha sonora (Livro Proclamadores, págs. 56 a 60). As imagens destacavam, entre outras coisas, os signos do zodíaco, a pirâmide e a esfinge do Egito e, conforme se vê abaixo, o emblema dos Estudantes da Bíblia, o símbolo da cruz e da coroa - o mesmo que apareceria na capa das publicações da Sociedade Torre de Vigia até os anos 30.

 


- Todos os volumes de Studies in the Scriptures (1886 – 1917) estampavam, na capa, o “disco alado” egípcio, símbolo pagão do deus-sol Rah:





- A capa da revista A Sentinela (em inglês) apresentava, até 1931, o símbolo místico de ‘cruz e coroa’ (no alto, à esquerda) - símbolo da Igreja da 'Ciência Cristã' - e o elmo da armadura dos Cavaleiros Templares – 33º Grau da Maçonaria (no alto, à direita):
 

Veja os símbolos na publicação Testemunhas de Jeová – Proclamadores do Reino de Deus (1993), págs. 88 e 201.

 

 

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Proibição e liberação das vacinas

Nota: A revista A Idade de Ouro [Golden Age] – publicada de 1919 a 1937, pelas Testemunhas de Jeová – é considerada por certos autores como uma das fontes literárias mais prolíficas em aberrações científicas, ataques à medicina tradicional, endosso de terapias folclóricas – às vezes fatais – e charlatanismo em assuntos médicos. Os trechos extraídos acima - provavelmente originários da mente do editor da revista, Clayton Woodworth - parecem confirmar esta opinião. Para conhecer este assunto mais profundamente, veja o tópico "Medicina" em http://indicetj.com/indice-a-z.htm#M

 

 

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Proibição e liberação dos transplantes de órgãos ou tecidos

Nota: Entre os anos de 1968 e 1980, pelo menos um relato de morte por recusa religiosa de transplante foi registrada entre os membros das Testemunhas de Jeová. Trata-se do caso de Arvid Moody, 68 anos de idade, em Massachusetts-EUA, por volta de Junho de 1978, o qual faleceu após recusar um transplante de rim. Fonte: http://www.ajwrb.org/testimonies/moreMOODY.html

 

 

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Proibição e liberação das transfusões de sangue

Nota: A edição de 15/06/2000 da revista A Sentinela (págs. 29-31) traz um curioso artigo, no qual agora se autoriza, por parte das Testemunhas, o uso de "frações" dos componentes "maiores" do sangue - plasma, hemáceas, leucócitos e plaquetas - os quais requerem doação, estocagem e processamento de grandes quantidades de sangue. Paradoxalmente, as Testemunhas continuam proibidas tanto de doar o sangue para a obtenção destas "frações" permitidas como de receber tais componentes "maiores" integralmente. Caso o leitor deseje conhecer em pormenores a evolução dessa doutrina, basta ir ao endereço:  http://www.geocities.ws/irmaobrasil/sangue3.htm

 

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Proibição do voto

Nota: a posição intransigente da religião quanto à proibição da aquisição da carteira de identidade do partido único do governo do país africano Malauí, resultou, durante as décadas de 60 e 70, em perseguição, assassinatos e estupros de milhares de Testemunhas de Jeová naquele país. (Livro Proclamadores, página 674) Curiosamente, durante o mesmo período, a religião autorizava seus adeptos no México – país onde se registrou como entidade ‘cultural’ e não religiosa – a pagar uma propina a funcionários públicos para receberem um documento militar (“cartilla”), no qual constava falsamente que a pessoa já havia prestado o serviço militar e agora fazia parte da ‘primeira reserva’ do Exército. Para saber mais detalhes, o leitor poderá ir a  http://members.fortunecity.com/torredevigia/mexico.htm ou adquirir o livro “Crise de Consciência”, R. Franz (1999), escrevendo para cidfa@fortalnet.com.br.
 

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Proibição e liberação do serviço militar alternativo

IMPORTANTE: por cerca de 50 anos, a religião proibia a seus adeptos não só o serviço militar, como também o serviço alternativo, até 1996, ano em que a posição anterior foi revista – somente para aqueles países em que tal serviço é coordenado por alguma entidade civil não religiosa. Vale ressaltar que esta equivocada postura anterior representou, para muitas Testemunhas de Jeová no mundo inteiro, o encarceramento ou a morte. No Brasil, os jovens são instruídos a solicitar às forças armadas um ATESTADO DE EXIMIÇÃO, o qual custa-lhes seus direitos políticos – cassação – o que, na prática, significa que o jovem não terá título de eleitor ou carteira de reservista, estando, por este motivo, impedido de prestar concurso público ou de adquirir passaporte. Todavia, diversas Testemunhas de Jeová (inclusive 'anciãos') exercem hoje cargos em repartições públicas e órgãos do governo, mesmo sendo eximidos, o que constitui uma violação clara das leis do país (passível de denúncia às autoridades), as quais só concedem este privilégio àqueles em pleno gozo de seus direitos políticos. Estranhamente, a Sociedade Torre de Vigia, com seu silêncio diante desta situação, tem se mostrado, no mínimo, conivente com a ilegalidade, a despeito de recomendar seus membros ao público como "os cidadãos mais leais...que não procuram esquivar-se de leis inconvenientes a seus próprios lucros" e de afirmar que as Testemunhas precisam se "comportar honestamente em todas as coisas" (livro Proclamadores, pág. 196, linha 7 e pág. 178, parágrafo 4). Como prova documental da cassação a que os jovens estão sujeitos, publico esta cópia de um trecho do Atestado de Eximição, onde se declara expressamente que o jovem perdeu seus direitos políticos, em razão de convicção religiosa:

 

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Violação da "neutralidade cristã"

Nota: o lançamento dos dois primeiros artigos acima, em 1918, causou uma imediata reação de repúdio entre muitos membros da Sociedade Torre de Vigia na época, ocasionando uma ruptura no movimento, da qual nasceu uma entidade de dissidentes - "Associação dos Estudantes da Bíblia Intransigentes" - os quais ficaram conhecidos como Standfasters. A própria Sociedade admite a quebra da 'neutralidade política' em sua publicação Proclamadores, pág. 191, muito embora não transcreva o artigo sobre o "dia de oração e súplica" e tampouco mencione a questão da compra de bônus de guerra. Karl Klein, falecido membro do Corpo Governante, em seu depoimento pessoal sobre aquela época - Despertai! de 22/9/1987, pág. 17 - admite que os dissidentes Standfasters "viam esta questão com clareza", mas ao mesmo tempo, por uma questão de "lealdade aos co-Estudantes da Bíblia", decidiu "correr o risco" e permanecer ao lado da Sociedade, mesmo diante de tal violação clara do princípio da neutralidade!
 

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Comprometimentos com o Nazismo

Em 25 de Junho 1933, na Alemanha, em pleno regime nazista – após ataques do governo à sede das Testemunhas de Jeová (‘Estudantes da Bíblia’), em Magdeburg – uma conferência de cerca de 5000 adeptos da religião foi secretamente realizada em Berlim. Nesta conferência foi redigida aquela que ficou conhecida como Declaração de Fatos (Erklärung) , bem como uma carta pessoal a Adolf Hitler, ambas contendo expressões de elogio aos ‘princípios’ do governo nazista e ataques ao povo judeu, aos Estados Unidos e à Grã-Bretanha. A própria Sociedade Torre de Vigia não nega a existência da ‘Declaração de Fatos’ . Uma transcrição da mesma foi publicada, em inglês, no ano seguinte ao de sua escrita, no Anuário das Testemunhas de Jeová de 1934, com conteúdo idêntico aos originais em alemão. Ainda hoje, podem-se encontrar cópias de tais documentos no Museu do Holocausto (EUA).

Cerca de 40 anos depois, no Anuário de 1974 (1975, em português), a religião admite que o documento provocou um sério mal estar em muitos dos presentes à reunião. De modo lacônico, o artigo diz que o conteúdo da declaração havia sido "amainado" - um eufemismo, se considerarmos o seu teor anti-semita e o endosso expresso aos princípios nazistas (ditos ‘apolíticos’). Mesmo assim, a declaração foi distribuída aos milhões. O artigo prossegue acusando o representante pela sede alemã na época – Paul Balzereit – de ser o responsável por uma alteração no conteúdo dos documentos – o que, na prática, corresponde a uma admissão de que seu conteúdo era, de fato, comprometedor.

Mais recentemente, na revista Despertai! de 8/7/1998, a religião admite que a acusação era inverídica, absolve o acusado e adota agora outra linha de defesa, ou seja, a justificação do conteúdo destes dois documentos. Trata-se de matéria longa, de conteúdo chocante, para cujo porte não se dispõe de espaço neste artigo. Além disso, mais de cinco décadas de separação entre este embaraçoso documento e a vasta maioria das Testemunhas de Jeová na atualidade certamente contribuem para o obscurecimento da gravidade de seu conteúdo na mente delas. Assim sendo, transcreverei alguns dos trechos mais chocantes da Declaração de Fatos, precisamente aqueles que as publicações recentes das Testemunhas de Jeová normalmente omitem ou tentam justificar. Queira o leitor prestar atenção ao modo como a organização fala do povo judeu e de que forma ela se posiciona diante dos princípios do governo nazista:

O livro The Nazi State and the  New Religions [O Estado Nazi e as Novas Religiões] de Christine King (1982), diz o seguinte sobre a ‘Declaração de Fatos’:

O episódio em questão é mencionado na própria publicação de História Oficial das Testemunhas de Jeová, o livro Proclamadores, pág. 693. Curiosamente, o livro nada diz sobre o conteúdo destes documentos, embora mostre a íntegra de diversos outros que lhe são favoráveis – como o documento de renúncia à fé, redigido pelos nazistas. Recentemente, a entidade tem estado empenhada em uma campanha de ‘saneamento’ deste embaraçoso capítulo de sua história, por meio de sua literatura e de um site na Internet, intitulado “triângulos roxos”, onde descreve a bravura com que muitos Estudantes da Bíblia enfrentaram o confinamento aos campos de concentração. Embora, de fato, a maioria dos fiéis na Alemanha, durante a II Guerra Mundial – de modo semelhante aos membros de diversas outras religiões, cujo suplício o livro Proclamadores não menciona – tenham individualmente resistido à opressão nazista, também é fato que o líder da entidade à época, J. F. Rutherford (2º presidente e autor de diversos livros da religião) empreendeu, por meio da Declaração de Fatos e de uma carta pessoal, uma tentativa de compromisso com o führer – Adolf Hitler. Todavia, diversas publicações das Testemunhas de Jeová fazem pesadas críticas às lideranças de outras denominações religiosas por terem tentado a mesma coisa. Por exemplo, a revista A Sentinela de 1/1/1989 (pág. 21, em inglês) acusa outras religiões de terem se comprometido “de forma lamentável” com o nazismo. Ao passo que o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová prefere olvidar tais fatos com relação à sua própria organização, repare o leitor o que ele afirma em um trecho da referida revista:

Em vista dos documentos aqui apresentados, creio que o leitor está, por si mesmo, apto a avaliar se tais palavras correspondem à verdade dos fatos...

Convido o leitor a examinar o assunto mais detalhadamente no seguinte endereço: http://indicetj.com/indice-a-z.htm#N

 

 

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Conclusão

Este artigo não se destina a fomentar a intolerância religiosa nem a exaltar uma denominação religiosa em detrimento das demais. A liberdade de culto está prevista na Constituição do Brasil e é questão de foro íntimo. Tampouco visa a denegrir a imagem dos adeptos do movimento religioso sob enfoque. De fato, a maioria das Testemunhas de Jeová – enquanto indivíduos – é composta de pessoas decentes e sinceras, tendo sido a busca de Deus que motivou seu ingresso à religião. Mas é também verdadeiro que isto se aplica aos adeptos de quaisquer outras religiões cristãs. E também é verdade que em nossos dias, no intuito de manter a fidelidade de seus membros, facções religiosas ou seitas têm, a exemplo dos regimes totalitários, feito uso de técnicas de cerceamento de liberdade e informação, bem como isolamento psicológico – método este que alguns estudiosos classificam como ‘lavagem cerebral’. 
Os episódios estarrecedores de Jonestown, Guiana Inglesa, década de 70 – onde mais de 900 adeptos da seita Templo do Povo cometeram suicídio – outro, no início dos anos 90, no Texas, EUA – onde os membros do ramo Davidiano, da mesma forma, praticaram o suicídio coletivo por atear fogo em seu quartel general, cercado pelo FBI – e, mais recentemente, em Uganda, África – onde os fanáticos da seita Restauração dos Dez Mandamentos também puseram fim às suas vidas e de seus filhos – certamente merecem nossa atenção, pois mostram a eficácia de tais técnicas e ilustram bem até que ponto pode ir o controle mental exercido em nome da religião.
Neste respeito, não se pode negar que a postura histórica das Testemunhas de Jeová - segundo as provas documentais aqui fornecidas - com respeito às vacinas (1921-1952),  aos transplantes de órgãos (1967-1980) e, principalmente as transfusões de sangue e derivados (1945 até hoje) tem igualmente cobrado altíssimo tributo em vidas humanas ao longo de mais de meio século. A diferença talvez consista no fato de que, não ocorrendo todas estas mortes em um mesmo lugar e ao mesmo tempo - como nos episódios anteriormente citados - passam despercebidas em nosso dia-a-dia, como uma espécie de massacre gradativo e silencioso. Entretanto, todos estes sacrifícios de vidas humanas envolvem uma mesma coisa: a convicção religiosa. Como disse um filósofo: “Mais perigoso para a verdade do que a mentira é a convicção.”
 

Jonestown, 1978 - 900 mortos  Texas, 1993 - 80 mortos Uganda, 2000 - 500 mortos

 

 ...no mundo inteiro, de 1945 até hoje - quantos mortos?   

 

A História mostra que, das tiranias que sobrevieram à humanidade, as do tipo religioso estiveram entre as piores. Assim, pois, em nome da liberdade religiosa e de expressão e do direito à informação – informação esta que é frequentemente obscurecida, ‘branqueada’ ou ocultada aos membros de uma religião – é que trago tais assuntos a público.

Religião é coisa séria e, ao tomar o importante passo de ingressar em um novo credo, é mister que a pessoa não o faça sob o impulso da emoção, mas que esteja ciente de todo o contexto histórico da fé que está abraçando, pois uma escolha equivocada poderá ter – e, amiúde, tem tido – consequências trágicas para ela e sua família.

Em uma seção entitulada De nossos Leitores, na revista Despertai! de 22/12/1984, pág. 28 (publicada pelas Testemunhas de Jeová), respondendo-se à pergunta de um leitor que protestava contra as severas críticas contra a Igreja Católica, feitas em uma outra revista da organização, a resposta foi:

Creio que tal regra aplica-se também à religião das Testemunhas de Jeová e creio – até que se prove o contrário – que os fatos que aqui apresentei foram demonstrados com honestidade e “objetivamente” por meio de evidências documentais. Convido a própria Testemunha de Jeová a averiguar por si mesma a veracidade e precisão das citações que aqui faço, principalmente aquelas extraídas da própria literatura da religião (especialmente a mais antiga). Talvez descubra fatos inusitados que certamente teriam tido efeito significativo sobre sua decisão de dar o importante passo do batismo – caso fossem de seu conhecimento, tempos atrás. Penso que pessoas nesta situação tinham direito a tais informações. Ocultá-las, “branqueá-las” ou minimizar sua importância não me parece justo. Contudo, temo que a adesão das Testemunhas de Jeová às instruções de seu Corpo Governante, no sentido de jamais examinar os argumentos em contrário, as impeça de fazer tal investigação.

Também, na edição da revista A Sentinela de 15/5/1964, pág. 304, se diz:

Concordo com as palavras acima e creio que, com base nelas, estou absolvido de qualquer acusação de perseguição religiosa.

Todavia, diversos artigos publicados pela Torre de Vigia (órgão central representante das Testemunhas de Jeová) têm feito ataques morais às pessoas a quem classifica como “apóstatas”, ou seja, aqueles que não concordam com seus ensinos e decidem deixar a religião, fechando-lhes a porta a qualquer saída honrosa e, ao mesmo tempo, fechando a mente de seus adeptos aos argumentos em contrário, próprios de qualquer democracia. Por exemplo, na edição de 1/7/94 da revista A Sentinela, págs. 11-13, compara-se dar ouvidos aos argumentos dos dissidentes a “comer à mesa de demônios”. Adicionalmente, acusa genérica e indistintamente os dissidentes de:

(1) Esperteza;

(2) Inteligência arrogante;

(3) Falta de amor e

(4) Diversas formas de desonestidade.

Apesar de não apresentar provas concretas de tais acusações, rotula assim de iníquas milhares de pessoas no mundo inteiro que simplesmente exerceram o direito humano de renunciar a uma religião. O preço pago por tal generalização tem sido alto. Não é, pois, sem razão que as Testemunhas de Jeová sinceras e desejosas de terem a aprovação da organização recusem-se sequer a cumprimentar alguém que deixa a religião. Isto é mais aflitivo ainda quando existem laços familiares ou de amizade. Eu, pessoalmente, tenho testemunhado, por anos, diversos dramas desta natureza.

A reação de uma Testemunha de Jeová, ao bater à sua porta, leitor, sendo confrontada com esta matéria que agora apresento, é bastante previsível. Dificilmente admitirá os fatos aqui delineados, até porque, na verdade, não está a par de todos eles. Bastante surpresa, talvez busque abreviar a conversa ou dispersar a atenção para outro tema. Na melhor das hipóteses, caso admita alguns dos fatos aqui expostos, dirá se tratar de “coisas passadas” – costumeiramente chamadas de “verdade passada” ou "velha luz" – e que nada tem a ver com o ensino presente da religião – costumeiramente chamado de “verdade presente” ou "nova luz". Como base de sustentação para essa tese, as Testemunhas costumam recorrer a uma interpretação equivocada da passagem bíblica em Provérbios 4: 18, a qual, segundo o consenso dos teólogos, faz meramente uma comparação entre as trajetórias de vida dos sábios e dos tolos, nada tendo que ver com mudanças doutrinais. A história mostra que diversas mudanças desse tipo ocorreram entre as Testemunhas com o passar das décadas e elas costumam evocá-las como evidência de progresso espiritual em sua organização. Todavia, entendo que tal juízo benevolente dever-se-ia estender igualmente às outras religiões que também mudaram ao longo do tempo, mas cujo passado é constantemente relembrado nas revistas A Sentinela e Despertai!.

Ainda concernente à reação das Testemunhas de Jeová diante de denúncias feitas contra sua religião, o leitor poderá presenciar outra atitude bem típica - a pessoa se mostrará espantada e indisposta a refutar as evidências que aqui apresento com provas documentais oriundas da própria literatura da religião – até por que a Testemunha é estimulada a destruir, sem ler, toda literatura que traga ideias contrárias às suas convicções (A Sentinela de 15/3/1986, pág. 12 e 1/11/1984, pág. 32). Obviamente, não tendo acesso aos argumentos em contrário, não tem como refutá-los. A pessoa fará acusações genéricas ou dirá que se trata de uma campanha de perseguição religiosa por parte de “apóstatas” mentirosos e amargurados, que as citações estão fora de contexto ou adulteradas e que tudo não passa de mentiras ou meias-verdades. Atacando a fonte da informação, ao invés da própria informação, talvez apele para o seu texto bíblico predileto para estas ocasiões – Provérbios 11:9 – onde se diz: “Pela boca é que o apóstata arruína seu próximo...” (TNM) Ou, quem sabe, cite as passagens bíblicas que mencionam os cristãos como “pessoas odiadas por todas as nações” ou “perseguidas” (Mateus 24:9 e João 15:20). Esta, pelo menos, tem sido a política da Sociedade Torre de Vigia até o dia de hoje, conforme expressa em sua literatura. Sei que tais argumentos tem sido típicos a diversas religiões, quando criticadas.

Deixo ao espírito do leitor julgar se há aqui algum indício de amargura ou desonestidade de minha parte. Convido-o a pesquisar as fontes bibliográficas mencionadas. Todavia, é preciso que se diga, a Testemunha não age assim por má fé. Simplesmente age como foi treinada para agir e o faz crendo que está obedecendo a Deus. Peço, pois, a compreensão e benevolência do leitor para com a Testemunha de Jeová à sua porta. Ela não é culpada. Ela julga estar cumprindo o dever sagrado de Mateus 24: 14, a saber, pregar as “boas novas”. Ela representa o produto final de um insidioso e persuasivo processo de doutrinação, o qual suprimiu gradualmente seu senso crítico e sua capacidade de pensar independentemente. Sugiro – na verdade, insisto – que a trate com bondade. Este é o único modo de ajudá-la.

Também sugiro ao leitor imprimir e ter em casa este artigo, pois ser-lhe-á muito útil a qualquer momento, talvez quando menos imagine. Não sou nem pretendo ser ‘dono da verdade’ – atitude típica de alguns líderes de seitas. Meu intuito é desvelar fatos desconhecidos à maioria das pessoas comuns, os quais têm forte repercussão sobre a vida de milhões de seres humanos. Minha responsabilidade é para com eles. Estou aberto a críticas ou sugestões, desde que bem fundamentadas e respeitosas.

Concluo este trabalho – fruto de meses de pesquisa – com a consciência reconfortada, certo do cumprimento do meu dever como cidadão e lembrando as palavras que iniciam o filme “JFK”:

 

 

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“Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, faz dos homens covardes.”

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