Carta

de dissociação

Autor:

Wellington Pires de Almada

 

Ao Corpo de Anciãos da Congregação Galiléia

Salvador, 04/07/2012

Prezados Srs.,

 

É sabido por esse corpo que vinha dedicando a minha vida e de minha família por essa instituição religiosa Testemunha de Jeová (leia-se o “escravo fiel e discreto", representado pelo seu corpo governante) por quase 20 anos! Compreendi de forma bastante clara que pelo menos um aspecto facilmente identificável contribuiu para tal sentimento: decepção! O raciocínio é simples. Se aplicarmos aos outros - “o escravo” diz que é correto. Mas, se aplicarmos a nós mesmo, não! Digo e afirmo que esta instituição vem cometendo um grande erro em suas publicações, ilustrações de figuras acompanhadas de fontes estranhas e assustadoras encontradas de forma oculta em suas revistas, livros e brochuras.

Diante dos fatos - não especulações - não há argumentos. Tenho diversas comprovações. Não sou leviano. Muito menos irresponsável. Porque a Torre de Vigia sabe que, embora não perca uma só oportunidade de atirar pedras no telhado dos outros, o seu próprio telhado é de vidro.

A citar apenas um exemplo, A Sentinela de 15/04/2012, pagina 3, Tema - “O filho está disposto a revelar o Pai”: numa destas gravuras representando Jesus olhando para o céu, encontra-se claramente (só os fies aos seus amos não querem admitir) uma prática explícita de ocultismo, coisas que sempre aprendi desta instituição religiosa como sendo algo satânico e diabólico. Entendo, porém, que não estou exagerando. A verdade neste caso para mim é dolorosa de mais.

ESTOU ME DISSOCIANDO, NESTE MOMENTO, DA ORGANIZAÇÃO TORRE  DE VIGIA.

Portanto, independente de quais sejam os procedimentos que resolvam tomar, sinto-me desde já, formalmente desobrigado de cumprir quaisquer requisitos, ou imposições oriundas da autoridade eclesiástica da Organização Torre de Vigia. Eu não reconheço mais a autoridade da Torre de Vigia, sobre a minha vida, meu pensamento e minha consciência perante o Deus que eu adoro. Tais decisões são absolutamente IRREVOGÁVEIS e estão contempladas na Declaração Universal dos Direitos Humanos, artigo XVIII.

Sei também do regime de “quarentena” que é imposto pelas autoridades eclesiásticas desta religião, obrigando pessoas que nutrem afeto, umas pelas outras, a se afastarem de forma cruel e desumana, e, o que é pior, achando que assim estão agradando a Deus.

"Ora, para mim é um assunto muito trivial o de eu ser examinado por vós ou por um tribunal humano. Até mesmo eu não me examino a mim mesmo. 4 Pois não estou cônscio de nada contra mim mesmo. Contudo, não é por isso que eu seja mostrado justo, mas quem me examina é Jeová." - 1 Coríntios 4:3, 4.

Agradeço a consideração.

Atenciosamente,

Wellington Pires de Almada

Obs. enviarei uma cópia desta para Betel e outra para uma pessoa de minha  confiança.

 

 

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