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001 O caolha raivoso - Testemunha de Jeova

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FIGURA 001
O CAOLHA RAIVOSO

Onde aparece esta figura?
Ela pode ser observada, por exemplo, na página 17 da obra Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra (lançada originalmente em inglês em junho de 1982 e, na versão em português, em maio de 1983).
Observe atentamente esta configuração visual. Alguns observadores percebem nela uma aparência facial ou semelhante a uma máscara.
Subliminar das Testemunhas de Jeova
Antes de prosseguir, é importante fazer uma distinção: o objetivo desta análise não é pedir ao leitor que aceite automaticamente uma intenção por trás da imagem. Primeiro, é preciso verificar se a configuração visual realmente está presente na publicação original. Só depois podemos discutir o que ela pode significar e se sua presença pode ser explicada apenas pela composição artística.

A percepção pode variar conforme a distância, o tamanho da imagem, o enquadramento e a atenção direcionada à região verificada. Para visualizar melhor, talvez seja necessário aproximar-se ou afastar-se da imagem.

Quando os contornos são percebidos como um rosto, alguns observadores podem interpretá-lo como sombrio, um pouco amistoso ou associado ao desagrado. Essa impressão é visualmente real para quem a experimenta, embora não prove, por si só, que a figura tenha sido criada para transmitir hostilidade.

O “rosto” mostrado acima foi identificado por alguns leitores entre os elementos de uma ilustração publicada pelas Testemunhas de Jeová. No entanto, essa configuração não é percebida imediatamente por todos os observadores. Segundo essa interpretação, a face estaria disfarçada em meio a uma ilustração muito maior, lembrando o clássico jogo "Onde Está Wally?", no qual o objetivo é encontrar um personagem oculto em meio a diversos elementos.

Se você estiver usando um celular, tablet ou computador, pode ser útil ampliar a imagem para examinar melhor os contornos . Observe atentamente a ilustração e verifique se consegue localizar a configuração descrita acima. Será que você consegue localizá-lo?
Subliminares das Testemunhas de Jeova

Algumas pessoas conseguem identificá-la rapidamente; outras, mesmo observando atentamente, não a percebem. Se esse foi o seu caso, não há nada de estranho nisso. Como considerado, a aparência facial não é imediatamente evidente. Ela está integrada à composição e só se torna perceptível quando determinados elementos da ilustração são observados em conjunto.

Durante meus anos como Testemunha de Jeová, por mais que visse e revisse essa ilustração ao dirigir estudos bíblicos, nunca havia reparado nessa configuração. E, pelo que me recordo, os estudantes também não a percebiam.

Mas há algo que você pode verificar por si mesmo: na região indicada, é possível identificar uma configuração visual que, para alguns observadores, apresenta aparência facial.

Vamos tentar mais uma vez? Agora, mostrarei apenas uma parte menor da gravura. Com o campo de observação reduzido, talvez seja mais fácil identificar os elementos que são importantes para essa aparência. O recorte não substitui a imagem completa; ele serve apenas para destacar a região que está sendo comprovada. Observe atentamente.
Figuras Estranhas

Se ainda não conseguiu identificá-la, não tem problema. Vamos facilitar um pouco mais. A seguir, você verá um recorte ainda menor da ilustração, concentrando a atenção justamente na região em questão.

Observe com cuidado os contornos e a disposição dos elementos.
Testemunha de Jeova
Bem, se ainda assim você não conseguiu identificar a forma apresentada no início desta página, não se preocupe. Ela realmente pode passar despercebida, mesmo depois de várias observações.

Mas agora chegou a hora de revelar onde ela está. Eis a solução:
Ilustração em passo a passo de um rosto em diferentes ângulos

A CONFIGURAÇÃO ESTÁ NA PUBLICAÇÃO ORIGINAL

Há uma questão que pode ser resolvida sem especulação: a configuração visual não depende de uma montagem produzida posteriormente por críticos ou opositores.

Isso não prova que a configuração tenha sido intencional. Porém, estabelece algo importante: o fenômeno visual discutido nesta página está efetivamente presente na obra publicada originalmente.

O leitor pode conferir a própria ilustração na publicação original, Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra, página 17.


Embora a "face", por si só, já fosse esquisita, saiba que não se trata apenas de um semblante mal-humorado... O "rosto enigmático", como alguns observadores o descrevem, aparece integrado aos cabelos da ilustração que representa Jesus Cristo!


Surge então uma questão: o que a liderança das Testemunhas de Jeová pretende transmitir ao publicar e republicar essa ilustração, na qual alguns observadores identificam uma forma visual de aparência negativa, para milhões de leitores em todo o mundo?

UMA QUESTÃO TEOLÓGICA

O aspecto particularmente relevante desta configuração é sua localização dentro da própria representação de Cristo.

Não estamos discutindo uma forma semelhante a um rosto encontrada em uma paisagem qualquer da ilustração. A configuração está localizada justamente na região dos cabelos e da cabeça de Jesus.

A Bíblia afirma em 1 Coríntios 11:3 que “a cabeça do Cristo é Deus”. O versículo não foi escrito para tratar de ilustrações e, portanto, não seria correto apresentá-lo como uma condenação específica desta imagem. Ainda assim, para um leitor que associa a forma visual percebida à cabeça de Cristo, surge uma questão legítima: é apropriado que uma ilustração utilizada no ensino religioso produza, em alguns observadores, uma associação visual negativa justamente nessa região?

Se essa forma for interpretada como uma representação simbólica relacionada ao "cabeça" de Cristo, alguns leitores poderão considerá-la incompatível com a imagem de Deus apresentada nas Escrituras.

Você, leitor, considera apropriada essa associação visual?

E HÁ OUTRA CONFIGURAÇÃO NA MESMA ILUSTRAÇÃO

A análise não termina na região dos cabelos.

Na própria ilustração, alguns observadores também identificam duas configurações que podem adquirir aparência facial na região das mãos.
Novamente, isso não prova que sejam faces intencionalmente desenhadas. Mas há uma questão que merece ser considerada: estamos diante de uma única semelhança facial isolada ou de múltiplas configurações, em diferentes regiões da mesma figura, que produzem uma impressão semelhante?

Quanto maior o número de configurações independentes que puder ser demonstrado objetivamente, mais importante se torna analisar se elas podem ser explicadas simplesmente pela composição ou se existe algum padrão que mereça investigação adicional.
EM 2011 - UMA "RESPOSTA" DO CORPO GOVERNANTE?

Cerca de trinta anos depois, a mesma ilustração reapareceu em A Sentinela de 15 de maio de 2011, página 18.

Agora, a imagem foi colorizada e recebeu alguns retoques. Compare a nova versão com a anterior.

Analise ambas as figuras.

A organização poderia dizer que a imagem foi apenas colorida por motivos estéticos. Mas a comparação entre as versões mostra que algumas edificações no canto inferior esquerdo também foram modificadas. Isso significa que não houve somente uma troca de núcleos: houve mudanças em elementos da própria cena.

Porém, o mais importante permanece: a problemática face percebida nos cabelos (e nas mãos) continua ali, intocada! Se parte das edificações também pôde ser modificada, por que a forma considerada perturbadora não foi alterada?

Quanta insensibilidade para com os que tropeçaram pela figura!

Há uma evidente falta de empatia para com aqueles cuja estabilidade foi abalada por essa figura.


E QUANTO ÀQUELES QUE TAMBÉM PODEM SE INCOMODAR DIANTE DE UMA FIGURA ASSIM?

É uma evidente demonstração de desrespeito e falta de empatia minimizar o impacto sofrido por aqueles cuja estabilidade espiritual foi abalada por essa imagem. Quantas outras pessoas, desavisadas, não estão igualmente expostas a se sentirem perturbadas e desorientadas diante de tal figura? Minha denúncia não nasce do desejo de especular ou levantar controvérsias. Trata-se de uma constatação prática: essa figura foi, para mim, uma pedra de tropeço concreta. Não trago aqui uma tese neutra, mas o depoimento de quem vivenciou a quebra de confiança provocar esse desconforto.

Diante disso, surge uma questão legítima: se uma ilustração utilizada no ensino religioso pode causar esse tipo de reação em um observador, não seria razoável esperar maior cuidado na escolha e na revisão das imagens publicadas?

A Bíblia apresenta o seguinte princípio:

“De modo algum damos motivo para tropeço, para que o nosso ministério não seja criticado.” — 2 Coríntios 6:3.

O contexto desse versículo não trata especificamente de ilustrações. Portanto, não seria correto afirmar que ele foi escrito diretamente sobre esse caso. Mas o princípio é pertinente à questão que estamos examinando: até que ponto aqueles que produzem material religioso devem considerar o potencial de uma imagem causar tropeço ou desconforto?

Assim, a questão não é afirmar que a modificação das edificações prova uma intenção oculta. O ponto é que houve intervenção suficiente para alterar elementos concretos da cena. Se parte da composição pôde ser modificada, é legítimo perguntar por que justamente a parte questionada foi preservada...



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