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Como afeta a você, Testemunha de Jeová - Testemunha de Jeova

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COMO AFETA A VOCÊ, TESTEMUNHA DE JEOVÁ

Se você é Testemunha de Jeová, este artigo foi escrito especialmente para você. Não lhe peço que concorde comigo, mas apenas que examine as informações apresentadas e reflita sobre as questões que elas levantam.
Talvez algumas das figuras mostradas neste site lhe pareçam simples coincidências. Outras, porém, podem causar estranheza. Seja qual for sua impressão, você já considerou como essas imagens podem afetar a consciência de outras pessoas?
Nas próximas linhas, convido você a refletir não apenas sobre as figuras, mas também sobre as explicações oferecidas, a responsabilidade por aquilo que se publica e, sobretudo, o respeito à consciência de quem faz perguntas sinceras.
A explicação oficial responde a tudo?
Seria muito, muito fácil para uma Testemunha de Jeová chocada com as denúncias pôr fim ao tema dizendo que tudo não passa de respingos de tinta, adulterações em Photoshop, acaso cego, imaginação fértil, pareidolia, etc.
Porém, há uma questão que a Testemunha de Jeová fiel precisa considerar: nenhuma dessas justificativas é apresentada como a explicação oficial para as figuras denunciadas. Logo, como poderá recorrer a explicações próprias sem ultrapassar aquilo que foi declarado pela liderança?
Portanto, se você é TJ e quer manter sua amizade com a organização, precisará agir como um papagaio ecoando as palavras do ultrapassado e vago comentário da revista Despertai! de 8 de fevereiro de 1989, páginas 15-18. Mas será que a explicação publicada permite classificar todas as figuras denunciadas como mero "boato"?
A revista contesta um relato específico sobre um ilustrador e questiona a hipótese de rostos deliberadamente ocultados nas gravuras. Entretanto, a própria revista recomenda examinar os fatos antes de transmitir uma informação! Isso não deveria valer também para as figuras apresentadas?
Arara azul e amarela repetindo “É boato! É boato!” em ilustração satírica que questiona a repetição dessa resposta diante das figuras denunciadas nas publicações das Testemunhas de Jeová.
SAIBA MAIS: O que o Corpo Governante realmente explicou sobre as imagens denunciadas? Conheça as declarações publicadas pela organização e examine seu alcance no estudo A Explicação do Corpo Governante.
Ilustração de um avestruz e um homem com a cabeça na areia, simbolizando a atitude de ignorar as figuras estranhas denunciadas nas publicações das Testemunhas de Jeová.
A imagem do avestruz com a cabeça enterrada na areia simboliza quem prefere ignorar um problema. Será que algumas Testemunhas de Jeová agem assim ao afirmar “Não existe nada estranho!”, “É tudo pareidolia!” ou “É só imaginação!”, sem sequer examinar as publicações originais?
Negar sem investigar não esclarece nada. Afinal, esconder a cabeça não faz o problema desaparecer!
E a própria Bíblia adverte: “Responder antes de ouvir os fatos é tolice e resulta em humilhação.” — Provérbios 18:13.
Então, quem responde “É boato!” sem examinar as evidências não estaria fazendo justamente aquilo que o versículo condena?
Figuras estranhas — O que dirá? Qual será a sua defesa?
“Mas santifiquem o Cristo como Senhor no seu coração, sempre prontos para fazer uma defesa perante todo aquele que lhes exigir uma razão para a esperança que vocês têm, fazendo isso, porém, com brandura e profundo respeito.”
— 1 Pedro 3:15, Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada.
Pedro se referia à defesa da esperança cristã. Mas observe: não basta apresentar uma resposta; é preciso fazê-lo com respeito, mesmo diante de perguntas incômodas. Será que esse princípio também não deveria orientar a maneira como uma Testemunha de Jeová responde a quem questiona suas publicações?
Responda-me, por favor: o que dirá no serviço de pregação quando alguém mostrar justamente aquelas figuras que você também considera estranhas? A pessoa não estará apenas repetindo uma história de que ouviu falar por intermédio de terceiros. Longe disso! Ela estará com as evidências impressas em mãos! Poderá mostrar, por exemplo, as figuras 001, 010, 012, 036, 044, 063, 072, 075, 079, 105 e tantas outras mais...
E aí, Testemunha de Jeová? Diante das mais de 100 figuras do acervo, dirá simplesmente que tudo é mero "boato"? Não admitirá nem mesmo que algumas das ilustrações denunciadas realmente dão margem a "projeções" indesejáveis? Não admitirá que alguns desenhistas abusaram de sua liberdade criativa?
O que fará diante da pessoa sincera que pesquisou e quer saber sobre as figuras estranhas? Simplesmente tentará mudar de assunto? Lembre-se de que a liderança classificou as denúncias como “boatos”. Portanto, se você afirma seguir fielmente as orientações da organização, não poderá contrariar o que ela declarou, muito menos ultrapassar sua explicação oficial, atribuindo tais figuras a coincidências, à pareidolia, a ilusões da mente e a coisas do gênero. Afinal, estará defendendo a explicação da organização ou inventando uma por conta própria?
E se a própria pessoa ― como eu ― estiver entre aquelas que tropeçaram, como o Corpo Governante justificará sua decisão de ferir e pisotear a consciência alheia, repetindo de modo sistemático aquilo que já causou tropeço?
SAIBA MAIS: Quais são as responsabilidades daqueles que supervisionam as publicações diante de relatos de pessoas espiritualmente prejudicadas? O estudo Quem Responde Pelas Mortes Espirituais? examina essa questão à luz das declarações da própria organização e dos princípios bíblicos que ela ensina.
Em A Sentinela de 1.º de março de 1987, página 15, parágrafo 18, a própria organização afirmou que até as gravuras passavam pelo exame de membros escolhidos do Corpo Governante antes de serem publicadas, utilizando a expressão “são esquadrinhados” para descrever esse procedimento.
Independentemente de você enxergar ou não as figuras denunciadas, por favor, responda-me: como explicar que justamente os designados para “esquadrinhar” as imagens não tenham identificado as formas apontadas por diferentes pessoas — ou, caso as tenham percebido, não tenham considerado necessária alguma providência?
Suspeito é pouco. É suspeitíssimo!
E não se tente resolver tudo com a palavra “pareidolia”! As denúncias não se limitam a rostos percebidos em sombras ou manchas. Envolvem também gestos, símbolos e outros elementos gráficos que precisam ser examinados individualmente. E, mesmo nos casos em que a pareidolia seja uma explicação plausível, permanece a pergunta: por que republicar, depois das denúncias, ilustrações que já haviam provocado interpretações semelhantes em diferentes pessoas?
Morador apresenta figuras questionadas das publicações das Testemunhas de Jeová durante uma visita de pregação. Os visitantes observam as imagens com surpresa.
SAIBA MAIS: Quem examinava as gravuras antes da publicação? O estudo Gravuras Esquadrinhadas — Produção, Exame e Responsabilidade apresenta declarações oficiais sobre a participação de membros do Corpo Governante no exame e na supervisão das ilustrações.
O medo de questionar
É bem apropriado considerar e aplicar a si mesmo as palavras da Despertai! de 8 de agosto de 1988, página 11:

Outro obstáculo a que se faça uma escolha em questões de religião é o temor. “Jamais discuto religião ou política!”, é uma observação comum. O temor de descobrir que fomos enganados, ou o temor do que os outros talvez pensem, são poderosas desculpas para não fazermos nada. Nos dias de Jesus, havia muitos que reconheciam o valor do seu ensino, mas que se restringiam de reconhecê-lo como o Messias, “temendo serem excluídos da sinagoga, pois amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus”. João 12:42, 43, Bíblia Vozes.

Tais pessoas, nos dias de Jesus, perderam a oportunidade ímpar de ser discípulos de Cristo, porque cederam às pressões daquela comunidade religiosa de mente estreita. Na verdade, é preciso coragem para nadar contra a corrente. Ser diferente não é fácil. Mas, se você adiar a escolha, inevitavelmente outros farão tal escolha por você.

Se você é Testemunha, até quando participará disso? Quantas imagens estranhas mais você precisa ver? O que fará após estas pesquisas? Suas ações também revelam muito sobre você. Não somos responsáveis apenas pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer...

Uma decisão que exige pesquisa
Como escrevi em A QUESTÃO PRINCIPAL, "por meio de tais figuras, despertei para temas mais significativos envolvendo a história lamacenta das Testemunhas de Jeová." De modo semelhante, convido o leitor a aprofundar seus conhecimentos sobre o passado da organização, utilizando também o INDICETJ como fonte de pesquisa.
Afinal, a própria publicação Nosso Ministério do Reino, de janeiro de 1975, página 1, reconheceu: "Muitos dos que ingressaram no serviço de Jeová em anos recentes, embora apreciem profundamente a verdade, não leram muito sobre o próprio desenvolvimento da hodierna organização das testemunhas de Jeová."
E que tal aplicar também a recomendação de 1 Tessalonicenses 5:21? “Certifiquem-se de todas as coisas; apeguem-se ao que é bom.” Paulo estava falando do exame de declarações proféticas. Mas o princípio de verificar aquilo em que acreditamos merece reflexão: será que o cuidado de investigar deve desaparecer justamente quando o objeto da investigação são as publicações da própria organização?
Curiosamente, o apóstolo Paulo escreveu: “Parem de demolir a obra de Deus só por causa do alimento.” — Romanos 14:20.
É verdade que Paulo estava tratando de alimento literal e do respeito à consciência de outros cristãos. Mas a comparação provoca uma pergunta incômoda: se alguém afirma ter tropeçado por causa de ilustrações apresentadas como parte do alimento espiritual, o mais importante é proteger sua consciência ou exigir que continue engolindo aquilo que lhe causa indignação?
Silêncio! Calado!
No artigo “Precisamos de ajuda para entender a Bíblia?”, publicado em A Sentinela de 15 de agosto de 1981, páginas 16-19, a Torre de Vigia faz uma pergunta que já vem com a mordaça na mão: será que o exemplo dos bereanos, em Atos 17:11, serve de precedente para examinar criticamente as publicações do chamado “escravo fiel e discreto” à procura de falhas?
A resposta é curta e grossa: “De modo algum!”
Fantástico! Os bereanos são elogiados por conferir nas Escrituras até mesmo o que o apóstolo Paulo lhes ensinava. Eram nobres, receptivos, exemplos de investigação. Mas, quando a lupa se volta para as publicações da própria organização, o entusiasmo pela pesquisa parece evaporar!
E aqui vem a ironia: na mesma página 19, a revista admite que os responsáveis por preparar essas publicações “não são infalíveis”. Ora, se não são infalíveis, podem cometer erros, certo? Mas procurar esses erros? Ah, isso já é outra história!
Investigar é virtude cristã, claro. Desde que o prato servido não seja o do “escravo”! Nesse caso, pelo visto, é melhor engolir sem mastigar e ainda dizer que está delicioso.
E, para não deixar dúvidas sobre a confiança que espera do leitor, a revista arremata, na página 19:

"Jeová certamente não se agradará se recebermos este alimento como se pudesse conter algo prejudicial. Devemos ter confiança no instrumento que Deus usa."


"Eu, removido?"
Caso você, como Testemunha de Jeová, tente explicar aos anciãos que não encara determinadas figuras como alimento nutritivo e suculento que a organização apresenta como provido por Jeová (A Sentinela de 15 de agosto de 1981, página 19), poderá ser encarado como alguém rebelde, que luta contra a 'puríssima' organização de Deus e coisas do gênero. E, se sua discordância for interpretada como oposição à organização, poderá até enfrentar o risco de ser removido da congregação.

Homem assustado, escondido atrás de uma pasta preta, diante de silhuetas de homens reunidos. A imagem ilustra o medo de uma Testemunha de Jeová de ser removida da congregação por questionar a organização.
“Eu, removido?” — O medo de perder os vínculos religiosos e afetivos pode levar uma Testemunha de Jeová a permanecer em silêncio, mesmo diante de dúvidas sinceras.

Daí, se os anciãos tratarem seu questionamento como falta grave, você poderá ser pressionado a demonstrar arrependimento para evitar a remoção ― se possível, com lágrimas nos olhos. Arrepender-se de qual erro? Ora, da audácia de notar algo objetável nas publicações! E, a partir daí, não deverá mais tocar no assunto.

Três mulheres diante de um computador: uma cobre os ouvidos, outra a boca e a terceira os olhos, numa analogia à atitude de ignorar figuras estranhas nas publicações das Testemunhas de Jeová.
Figuras impróprias? Não vejo. Não falo. Não escuto. Diante das figuras denunciadas, será essa a atitude de algumas Testemunhas de Jeová? Mas fechar os olhos, tapar os ouvidos e permanecer em silêncio não faz as imagens desaparecerem. Antes de dizer “É boato!” ou “É só pareidolia!”, por que não examinar os fatos?

Torna-se obrigatório que você receba todas as imagens denunciadas como algo benéfico e saudável! Você jamais deverá notar "algo prejudicial" nas ilustrações; caso contrário, conforme adverte A Sentinela, "Jeová certamente não se agradará".
Se você tem medo de questionar aquilo que considera estranho, eu compreendo. Eu também fiquei com medo. Afinal, ninguém deseja colocar em risco os vínculos afetivos e religiosos construídos ao longo de uma vida. Se, apesar desse receio, você continuar questionando e isso resultar em sua remoção, será assassinado espiritualmente por meio dessa medida — não apenas afastado da congregação, mas também sujeito a restrições de convivência com outras Testemunhas de Jeová, mesmo fora dela. Simples assim. Como diria o Bispo Macedo: "Ou dá ou desce"...

Ilustração de um homem mais velho, de camisa vinho, orientando enfaticamente um homem mais jovem. Um balão de fala apresenta a frase “Só diga que é BOATO!”.

A DECISÃO IMPORTANTE QUE VOCÊ TEM DIANTE DE SI É:

Fiel a Jeová ou a uma organização?
"Quando aceitamos tudo o que a Organização diz sem o examinar, mostramos confiança na Organização. Mas se mantivermos um espírito atento e examinarmos se as coisas são realmente assim, então mostramos zelo para com Jeová." — Declaração atribuída a um superintendente viajante, relatada por Daniel de Carvalho em carta de 15 de novembro de 2001.

Para quem você mostra zelo?
"Estes tinham mentalidade mais nobre do que os de Tessalônica, pois aceitaram a palavra com vivo interesse, e examinavam cuidadosamente as Escrituras, todo dia, para ver se tudo era assim mesmo."
— Atos 17:11, Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, revisão de 2015.
"Quando isso lhe for relatado ou você ficar sabendo disso, você deve investigar cuidadosamente o assunto."
— Deuteronômio 17:4, Tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada, revisão de 2015 (trecho do versículo).
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