FIGURA 010
OS DEDOS DO ZUMBI CELESTIAL
Teste suas habilidades.
Observe atentamente a ilustração a seguir.
Algo chama a sua atenção? Se quiser, amplie a imagem.
REVELANDO
Todos os bastões ou cetros são segurados por uma só mão ― exceto um. Veja isso na figura. Neste caso, o bastão é segurado por duas mãos. E é aí que está o problema.
Uma das mãos é diferente das demais. Não combina. É penetra!
O ponto focal são os cinco dedos estranhos — não o punho ou o braço inteiro encoberto pela manga da roupa. Os dedos aparecem deformados, estranhamente arreganhados.
Observe cada dedo, um por um.
Gostaria de ter dedos assim?
Em vez de uma mão humana normal, sua aparência lembra a representação de uma mão de zumbi — daí o título provocativo desta análise. Compare visualmente com o exemplo abaixo e imagine essa mão segurando o cetro. Consegue fazer isso?
O INDICETJ não afirma que há literalmente um zumbi na gravura. “Mão de zumbi” é apenas uma comparação visual — uma forma de descrever a aparência estranha daqueles dedos.
SUPOSIÇÕES
— O QUE O ILUSTRADOR QUER TRANSMITIR COM ISSO?
Seria uma mão “intrusa”, tentando tomar o cetro de um dos reis celestiais? Algum personagem maligno teria conseguido se infiltrar justamente onde, segundo a própria narrativa bíblica, não deveria estar? Ou seria um dos 144 mil largando o cetro, abandonando seu posto ao lado de Cristo precisamente na hora do Armagedom?
Convenhamos: qualquer uma dessas hipóteses produziria uma cena bastante curiosa.
Mas são apenas isso: hipóteses. A gravura não nos permite afirmar o que o ilustrador pretendia representar — nem transformar uma interpretação possível em intenção comprovada.
E, na verdade, nem precisamos fazer isso.
CINCO PONTOS CONTINUAM CLAROS, QUALQUER QUE SEJA A INTERPRETAÇÃO

1
Os cinco dedos estão efetivamente desenhados na gravura.
Não precisam ser acrescentados, reconstruídos ou imaginados.
2
A diferença pode ser conferida dentro da própria ilustração.
Basta comparar aquela mão com as demais mãos que seguram os outros cetros.
3
Não é necessário girar, espelhar ou manipular a imagem para perceber a configuração.
Ela está ali, na posição em que foi publicada.
4
Discordar do significado não elimina o elemento visual.
Alguém pode rejeitar todas as nossas suposições e, ainda assim, continuar diante dos mesmos cinco dedos.
5
A questão da intenção vem depois da constatação.
Antes de perguntar por que o ilustrador desenhou aquilo, é preciso admitir o que ele desenhou.
POR QUÊ?
Foi deliberado? Há algum significado por trás dessa forma? O ilustrador quis chamar atenção para aquela mão? Ou essa configuração surgiu apenas por acaso?
A imagem, sozinha, não responde.
Há, porém, uma pergunta muito mais simples — e anterior a todas essas:
OS CINCO DEDOS ESTÃO REPRESENTADOS DESSA FORMA OU NÃO?
Porque podemos discutir durante horas o que aquela mão significa. O que não podemos fazer é apagar aquilo que foi impresso.
Será que esta mão é perfeitamente normal — igualzinha às demais — e toda essa diferença existe apenas na imaginação dos opositores?
Olhe primeiro. Interprete depois. E tire a sua própria conclusão.
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